A ESTRUTURA

A SABESP, recentemente privatizada, lucra bilhões de reais, enfrenta um problema recorrente: quando as duas últimas tempestades atingiram Assis, a rede elétrica cedeu. Com a energia instável, e a falta dela nas bombas de captação de água as torneiras dos assisenses secam.

Diante de tamanhos recursos financeiros, a pergunta é inevitável: por que ainda não há geradores suficientes para manter o sistema em funcionamento durante quedas de energia? Na prática, os bilhões da empresa não resistiram à força da natureza em Assis e a água faltou. Quando haverá mudança?

POLÍTICA E GESTÃO

A SABESP precisa ser cobrada pelo Município e pelo Estado.

É essencial planejar e informar a população sobre as medidas preventivas em andamento e as soluções estruturais que podem ser adotadas pela empresa.

Do ponto de vista político, o Município é governado pelo Partido Liberal, base do governo estadual paulista o que pode facilitar a interlocução e acelerar as mudanças necessárias.

Espera-se que novas ações de prevenção sejam apresentadas e aplicadas pela concessionária para garantir o abastecimento em dias de temporal.

O QUE FAZER ATÉ AS ÁGUAS DE MARÇO FECHAREM O VERÃO?

A Prefeitura agiu prontamente para apoiar a população. Agora, é hora de dar continuidade às ações. Além da palavra “reconstruir”, é de suma importância aplicar a palavra “prevenir”.

Se o governador Tarcísio de Freitas atua em tempo real nos momentos trágicos, deve fazê-lo também na calmaria, planejando políticas públicas e cobrando da empresa responsável atitudes concretas para preparar a cidade de Assis diante dos eventos climáticos extremos.

Caso contrário, o assisense continuará temendo o mesmo problema a cada chuva forte, até que as águas de março fechem o verão e os temporais cessem.

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