O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin recuou e anunciou nesta sexta-feira, quatro de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes, o adiamento da Reorganização Escolar, após a série de protestos contra a medida que pretendia separar estudantes de Ensino Fundamental (6º a 9º ano) e de Ensino Médio em escolas diferentes a partir do ano que vem.
Foi declarado que o objetivo do adiamento é ampliar o espaço para o debate com a comunidade escolar e tirar todas as dúvidas de professores, alunos e pais. “Decidimos adiar a reorganização e rediscutí-la escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e, em especial, com os pais dos alunos”, afirmou Alckmin, mas indicando que continua com a ideia de implantar o novo sistema no futuro. “Acreditamos nos benefícios da reorganização, 2016 será um ano de aprofundarmos os diálogos”, disse o governador.
Logo após o anúncio do governador, o então secretário Estadual da Educação desde o ano 2011, Herman Voorwald pediu demissão, pois não teve concordância sua com a suspensão da Reorganização. Geraldo Alckmin aceitou e a carta de demissão foi deixada no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Paulista.
Um dia antes, Voorwald já tinha sido retirado pelo governador do comando das negociações com os estudantes que são contra o projeto proposto. Antes de assumir a Secretaria de Estado, Herman era reitor da Unesp.
Popularidade em baixa
Também nesta sexta-feira, 4, o Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa que apontou recorde da queda de popularidade de Geraldo Alckmin a frente do Governo de São Paulo. Pela primeira vez, o índice de pessoas que consideram o Governo bom/ótimo ficou abaixo daqueles que classificam como regular (40%) ou ruim/péssimo (30%), ficando na marca dos 28%.
Na primeira pesquisa do comparativo há quatro anos e meio, em março de 2011, 48% dos entrevistados achavam o Governo Paulista bom/ótimo e 14% consideravam ruim/péssimo, índice que mais do que dobrou.












