A 17ª sessão legislativa da Câmara Municipal de Assis, realizada na segunda-feira, dia 25 de maio, foi marcada por um pronunciamento incomum: um vereador da base governista da prefeita Telma Spera (PL) anunciou publicamente que pode migrar para a oposição. Douglas Azevedo (PL) usou a tribuna para reclamar que pedidos feitos ao Poder Executivo — em nome da população — não estão sendo atendidos, enquanto parlamentares da oposição teriam mais retorno.

“Atuando nesta casa por cinco anos como base governista, começo a entender um pouco diferente — parece que está compensando mais ser oposição”, disse o vereador, dirigindo-se ao presidente da Casa, Paulo Matiolli.

Durante o discurso, Douglas Azevedo exibiu um vídeo mostrando as condições do bairro Pacaembu, no Jardim Nossa Senhora de Fátima, que classificou como “deploráveis”. Ele citou ainda a indicação nº250, enviada ao secretário de Meio Ambiente há 40 dias sem resposta. “Essa gravação foi feita hoje, às quatro horas da tarde. Vamos ver agora se vai ser atendido o nosso pedido“, afirmou.

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“Quando fazemos uma indicação ao Poder Executivo, quando mandamos um WhatsApp a um secretário municipal, a gente não pede para nós, vereadores — a gente pede para a população, a população que nos colocou aqui neste Parlamento para representar cada um dessa cidade”, finalizou Douglas Azevedo.

A fala do vereador foi uma das que mais repercutiu no plenário e expôs a insatisfação crescente com o Executivo municipal. Ao terminar o discurso, ele foi cumprimentado por vereadores da oposição, entre eles Fernando Kiko, que declarou: “bem-vindo à base contrária a esse desmando da cidade de Assis.”

Em outros momentos da sessão, Fernando Sirchia criticou a forma como a prefeitura está conduzindo as informações sobre a terceirização da coleta e destinação final do lixo e do transporte público de Assis, cujo o contrato termina nesta quarta-feira, dia 27, e que a Prefeitura até o momento não divulgou como continuará. Enquanto Reinaldo Nunes afirmou que o município está sendo governado sem diálogo, sem transparência e por decreto.

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