A Justiça de Cândido Mota marcou para o dia 3 de junho a audiência de instrução e julgamento de um caso de tentativa de feminicídio ocorrido no dia 14 de março, na Rua João Dias Gimenes, próximo a rodoviária do município. O réu, um homem de 36 anos, permanece preso preventivamente e deverá participar do ato de forma remota.
A decisão foi proferida após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público, que aponta que o crime ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar, além de envolver o descumprimento de medidas protetivas.
Durante a sessão, serão ouvidas testemunhas, a vítima e o próprio réu, etapa fundamental para a produção de provas antes de eventual julgamento pelo Tribunal do Júri.
O crime
As investigações indicam que o acusado não aceitava o fim do relacionamento e já vinha ameaçando e perseguindo a vítima, mesmo após determinação judicial que o proibia de se aproximar ou manter contato.
No dia dos fatos, ele teria ido até o local onde a mulher estava e, após uma discussão, efetuado disparos, atingindo a região do rosto e a nuca da vítima. O crime não foi consumado devido ao rápido atendimento médico e à circunstância de o acusado ter deixado o local acreditando ter atingido seu objetivo.
Prisão mantida
A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva do acusado, considerando a gravidade do caso, o risco à vítima e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento do processo.

Defesa
Em nota oficial, o escritório Alves & Vanzella, responsável pela defesa do réu, informou que pretende apresentar, na audiência, argumentos e circunstâncias que, segundo os advogados, devem ser considerados na análise do caso, buscando uma nova interpretação dos fatos apresentados na denúncia.










