
* Por Márcio Alexandre da Silva
Farei uma reflexão filosófica sem influência política partidária. Esta análise é apenas uma observação filosofal do cenário político local.
Argumento que o vereador, João Antônio Binato Junior – Kiko Binato – seria um excelente vice-prefeito. Muitos podem contestar: “Você está louco!” ou “Como chegou a esta afirmação absurda e ofensiva?” Não afirmo isso porque ele (Kiko) não tenha condições de ser chefe do executivo local. Ao contrário, ultimamente, Kiko tem demonstrado ser um político extraordinário, visionário, com capacidade de percepção política, características ideais para um prefeito municipal.
Então, por que penso que ele seria um ótimo vice? O Kiko pertence a uma família tradicional do ramo supermercadista, além disto, é um grande empresário. Portanto, sendo vice-prefeito ele teria uma grande aceitação e circulação no meio empresarial e poderia trazer muitas empresas, indústrias e benefícios para nossa cidade.
O prefeito ou prefeita ficaria administrando a cidade de Assis, enquanto Kiko, como vice, estaria gerenciando a parte “diplomática” da cidade de Assis. Isso é uma teoria, uma possibilidade que pode ser aprovada ou não, até pelo próprio citado.
A trajetória política da região se desenha para que isso aconteça. Estamos na eminência de que empresário João Antônio Binato, pai de Kiko, seja diplomado deputado estadual. É sabido que João Antônio é uma das lideranças da Rede de Supermercados Avenida, não é a única, mas, é uma pessoa importante para o Grupo Avenida. Também é de conhecimento público que o vereador João Antônio Binato Junior é gabaritado para substituir seu pai, caso este último ocupe uma cadeira na ALESP.
O que ocorre? Suponhamos que João Antônio ocupe a função de deputado e Kiko Binato, após passar pelo crivo popular, mediante pleito, seja eleito vice-prefeito. Quem ficaria à frente da Rede de Supermercados Avenida? Não é desmerecendo as outras pessoas da família Binato, mas, dá-se a entender que esses dois são os mentores do empreendimento.
Na conjuntura ora apresentada, Kiko Binato como vice-prefeito, função que abarca todas as atribuições requeridas também ao chefe do executivo, porém, o vice só exerce esta capacidade na ausência do prefeito. Logo, ele poderia perfeitamente ser vice e também continuar gerenciando a empresa da sua família, tendo em vista que seu pai estaria na ALESP.
É uma teoria. Uma possibilidade. Cabe ao leitor aceitar ou não?
E usando um chavão utilizado em momentos inadequados na cidade de Assis – “O tempo dirá” -, findo este meu raciocínio.
* Professor de Filosofia. Morador da Prudenciana.
Autor do livro: PODE MORRER DE TANTO AMAR?










