A abordagem policial que resultou na prisão da mãe e da irmã de João Marcelo Novaes dos Santos continua gerando repercussão em Assis. Um novo vídeo obtido pelo Portal AssisCity revela o momento em que Fernanda Novaes e a filha deixam a UPA de [link=”Assis“]Assis, pouco antes da ação policial que terminou com ambas detidas por desacato, no último dia 12 de fevereiro.

As imagens não contêm áudio, portanto, não é possível determinar o que foi dito por Fernanda aos policiais. No entanto, é possível vê-la gesticulando na direção dos agentes, que, em um primeiro momento, parecem ignorar a situação. Em seguida, ela sai do campo de visão da câmera e passa novamente em frente à unidade de saúde, dessa vez com a cabeça para fora do carro e voltando a gesticular em direção à polícia. Nesse momento, os policiais entram nas viaturas e seguem o veículo da família, dando início à abordagem, que já havia sido divulgada anteriormente.

[h4]Assista aos vídeos:[/h4]

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A prisão de Fernanda e da filha gerou revolta entre familiares e amigos, que acusam a polícia de agressão. O advogado da família, Ernesto Nobile, afirmou que tomará medidas legais contra os policiais envolvidos. “A mulher foi brutalmente espancada pelos policiais, conforme as imagens. Nós abrimos uma ação contra os policiais junto à Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, porque não é justo. Diversos policiais agrediram a mulher e a filha, conforme mostram as imagens. A função da polícia é proteger a sociedade, não cometer agressões”, declarou Nobile.

Em meio à repercussão, na última segunda-feira, dia 17 de fevereiro, a Polícia Militar afastou do serviço operacional a policial feminina envolvida na ação, enquanto a Corregedoria investiga a conduta dos agentes. O comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar do Interior, tenente-coronel Thomassian, defendeu a atuação da corporação e afirmou que os policiais seguiram os protocolos diante das ofensas recebidas.

“Tudo o que aconteceu foi provocado pela família. Chamar policial de assassino, ficar estendendo o dedo médio pra equipe fardada, com viatura, jamais vamos tolerar ou admitir esse tipo de coisa. A ordem que dei é para agir com profissionalismo, com técnica e evitar agressões desnecessárias. Mas não vamos mais admitir esse tipo de ofensa”, disse o comandante.

O caso segue sob investigação.

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