O povo precisa de respostas claras e efetivas em relação à terceirização do Hospital Regional de Assis. Chega de medidas paliativas, ações “apaga-fogo” e discursos que apenas jogam para a plateia. O que está em curso não é novo — há anos a população sofre com a precarização do hospital —, e o que se vê agora é a tentativa de legitimar uma entrega definitiva do serviço público à lógica privada.

A promessa de “fiscalização” chega tarde. Quando o problema já virou rotina e o sofrimento já faz parte do cotidiano dos usuários e trabalhadores da saúde, prometer que “agora vai ser diferente” soa como deboche.

A pergunta que fica é direta:
Temos, de fato, poder político capaz de enfrentar esse projeto de terceirização? Ou estamos amarrados aos interesses de poderosos da capital, que decidem sobre a vida do povo do interior sem jamais pisarem em uma fila de hospital?

O projeto de desmonte do Hospital Regional atende a interesses econômicos e políticos que não contemplam a população, que precisa de atendimento digno, humanizado e de qualidade. Enquanto isso, os profissionais do SUS seguem resistindo, mesmo diante de condições cada vez mais precárias.

A saúde pública não pode ser gerida como uma empresa. Não podemos aceitar que a gestão de um hospital, que salva vidas diariamente, seja tratada com o mesmo olhar que se tem para um contrato comercial. Estamos falando de direitos fundamentais.

É preciso coragem para enfrentar essa lógica. E essa coragem precisa vir das lideranças políticas, mas também da população organizada. Só com pressão popular, mobilização nos Conselhos de Saúde, nos sindicatos, nas igrejas, nos bairros e redes sociais, é que será possível barrar esse processo de privatização velada.

O SUS é nosso. O Hospital Regional é do povo. E o povo exige mais do que promessas — exige respeito, escuta e ação.

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