O comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar de Assis, coronel Thomassian, confirmou ao Portal AssisCity na tarde desta segunda-feira, dia 17 de fevereiro, que a policial feminina envolvida na abordagem contra Fernanda Novaes e sua filha foi afastada do serviço operacional. Segundo ele, “os outros policiais usaram a força necessária para a prisão e algemamento e continuam trabalhando normalmente”, explicou.

A abordagem ocorreu na última terça-feira, 11 de fevereiro, em Assis e resultou na prisão de Fernanda e sua filha. Elas são mãe e irmã de João Marcelo Novaes,jovem que morreu em 2024 após desobedecer o sinal de parada da policial e dar inicio a uma uma perseguição policial.
Em reportagem publicada pelo AssisCity no último sábado, 15, o advogado da família, Ernesto Nobile, afirmou que tanto Fernanda quanto a filha foram agredidas e que irá ingressar com uma ação criminal e um pedido de investigação pela Corregedoria da Polícia Militar. “Elas foram brutalmente espancada pelos policiais, conforme mostram as imagens”, afirmou.
Já o Coronel Thomassian, reafirmou à nossa equipe as informações contidas no boletim de ocorrência. Segundo ele, o incidente começou quando Fernanda reconheceu um dos policiais e passou a insultar a equipe, chamando-os de “assassinos” e fazendo gestos ofensivos. O comandante do batalhão, Thomassian, explicou que a situação escalou após as ofensas.
Ainda segundo o comandante, durante a abordagem Fernanda desceu do carro exaltada, proferindo xingamentos e resistindo à detenção, sendo necessário o uso de “força física moderada” para contê-la. O boletim relata que ela sofreu ferimentos na boca e nos joelhos. Sua filha também teria resistido à prisão, enquanto o pai de João Marcelo não reagiu.
Fernanda e a filha foram presas por desacato, resistência e ameaça, sendo liberadas após pagamento de fiança de R$ 600. A conduta realizada na abordagem, que gerou grande repercussão nas redes sociais, será analisada pelo Judiciário e pela Corregedoria da Polícia Militar.

