Velejando nas ondas das nuvens...

Por Gustavo Pilizari

E na verdade, a gente desconfia que no fundo não exista uma estrada bem desenhada de nosso destino… como se pudéssemos ser sombras farfalhando nas orlas rumo ao farol de nossas vidas, sem preocupações tantas e descabidas; vamos flanando em nossos sonhos feitos da matéria que são feitas as nuvens lá encima…

A única certeza que tenho é que hoje sou e somos a nossa mais nova versão: 2010, portanto, ficamos nunca velhos – sempre sendo atualizados, até porque velho é aquilo que pára e é imutável…

Lá na escarpa, a beira do oceano de nossas vidas, vamos mirar o destino como se tudo fosse certo, sem medo das inconstâncias daquilo que se esvai ao tilintar dos relógios das altas cúpulas…

No final, nossas areias depositadas tornar-se-ão novas estruturas para este ou outro espaço do cosmos. Pois tudo começa e termina como começou um dia…

Se não me falha a memória, há cerca de oito anos, uma amiga me apresentou ao trecho desta linda canção de Bob Dylan; confesso que em poucas palavras, nada mais de nós poderia ter sido dito com tamanha sabedoria…

“How many roads must a man walk down,

Before you call him a man?

How many seas must a white dove sail,

Before she sleeps in the sand?

Yes, and how many times must cannonballs fly,

Before they”re forever banned?

The answer, my friend, is blowin” in the wind

The answer is blowin” in the wind”

Voe ao vento, assim a pomba…

Voe…

Gustavo Pilizari é de Quatá e jornalista

msn: [email protected]

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