16 de Fevereiro de 2020
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Os trabalhadores contra o resto.

Nos últimos anos, de uma maneira mais organizada e sistemática, vemos ataques e mais ataques aos direitos mais elementares dos trabalhadores. Desmonte do funcionalismo público e as políticas de privatizações se mostram cada vez mais freqüentes nos noticiários. Por outro lado, os trabalhadores resistem organizando suas mobilizações e greves, tal como a que foi decretada pelos professores da rede pública paulista na última sexta-feira 13 de março.

Foram essas duas políticas que estiveram em jogo nas manifestações que tivemos nos últimos dias.

No dia 13 de março, no vão livre do MASP na capital paulista, houve um ato organizado pela CUT que defendeu a manutenção do resultado das eleições presidenciais e por uma Constituinte que defenda os reais interesses dos trabalhadores. Não há imoralidade nenhuma em propiciar uma ajuda de custo as manifestantes, posto que todos sejam sindicalizados e pagam mensalmente suas obrigações. E foi isso que aconteceu. Uma manifestação que foi contrária ao clima de golpismo criado pela direita que não consegue mais ganhar uma eleição via eleitoral.

No dia 15 de março, assistimos estarrecidos todos os tipos de manipulações midiáticas para a população engrossar as manifestações, pois elas tiveram cobertura ao vivo por uma emissora que historicamente se formou no período mais antidemocrático da história recente do país. Defendem as privatizações, ataques aos direitos dos trabalhadores, golpe militar (não me venham com esse papinho de intervenção porque é golpe), cartazes de madames zurrando não poder contratar duas empregadas por ter de pagar direitos trabalhistas; e todo esse elitismo disfarçado em um pretenso combate à corrupção.

O que está em jogo é que administração que queremos para o país. A que ataca os trabalhadores ou a que é feita pelos próprios trabalhadores? A que defende o capital particular em 49% da Petrobrás ou a que determina a sua gestão completa pelo próprio operário? Posicionar claramente como as coisas estão é crucial para poder se fazer uma atuação mínima na atual vida política brasileira.

São os trabalhadores contra o resto.


Por Ulisses Coelho

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