29 de Março de 2020
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Governo tabela os juros do cheque especial e quem continua pagando a conta é você, afirma Sindicato

COLUNISTA - Sindicato dos Bancários de Assis e Região

Os brasileiros acompanharam essa semana a recente decisão do Conselho Monetário Nacional de limitar os juros do cheque especial. O tabelamento foi um dos instrumentos mais comuns — e ineficientes — no arsenal heterodoxo de combate aos problemas na economia nos 70 e 80. A limitação que chega a um teto de 8% ao mês, representa 152% ao ano.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Assis e região, a maioria da população ainda não se deu conta de outra regra criada juntamente com essa, em que os bancos vão poder cobrar uma tarifa mesmo de quem não usa o limite do cheque e que são colocados à disposição de seus clientes correntistas.

Desde o dia 6 de janeiro, a tarifa de 0,25% começou a ser cobrada para as novas contas e, a partir de junho de 2020, para contas existentes que já possuíam limite. A tarifa vai incidir somente no limite de crédito que exceder o valor de R$ 500. Desta forma, um limite de R$
5.000,00 só será cobrado sobre a importância de R$ 4.500,00, por exemplo.

"Não é novidade que os bancos no Brasil praticam as mais altas taxas de juros do mercado e que isso representa uma verdadeira máquina de lucros para o mercado financeiro, na medida que bilhões de reais são retirados do bolso dos consumidores, das empresas e do próprio governo em direção ao caixa dos bancos", afirma Fábio Escobar, secretário geral do Sindicato.

Ele finaliza dizendo que a medida do governo não ataca os verdadeiros problemas que levam o
Brasil a ter as mais altas taxas de juros.

"Temos uma enorme concentração de mercado no setor bancário onde apenas cinco bancos concentram mais de 90% das operações, definindo assim os preços do crédito como um oligopólio", conclui Escobar.

Divulgação - Fábio Escobar, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Assis e Região
Fábio Escobar, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Assis e Região


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