27 de Fevereiro de 2020
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Trocar carnaval por ações sociais é legal e possível

COLUNISTA - Arildo Almeida

Na semana passada, o prefeito José Fernandes anunciou o cancelamento do carnaval de rua 2020 em Assis. Assim como no ano passado, a Prefeitura entendeu que a verba dos desfiles de escolas de samba poderia ser utilizada em outra área: na Casa de Apoio aos pacientes com câncer, em Jaú. Hoje, o local atende até 18 pessoas (pacientes e acompanhantes), que podem pernoitar, tomar café da manhã, almoçar, tomar café da tarde e jantar.

Há alguns anos, muitas cidades brasileiras cancelam ou reduzem as festas de rua e aplicam a verba em uma área que precisa de mais atenção. Em Granja, no Ceará, a verba de R$ 1,2 milhão para o carnaval 2020 será aplicada para ações de infraestrutura e de assistência para possíveis famílias desabrigadas por conta das chuvas nos próximos meses. Morretes (Paraná), investirá o dinheiro do carnaval em saúde.

Enquanto muitas pessoas aplaudem e apoiam a iniciativa dessas Prefeituras – incluindo a nossa –, muitas outras criticam e argumentam que as festas fazem parte da cultura brasileira. Sim, fazem. Mas há outras soluções para a realização do carnaval, como o apoio da iniciativa privada.

Usar o dinheiro público para ações sociais públicas é uma forma de enxergar o outro, enxergar os problemas da sua cidade e enxergar soluções para esses problemas. Sabemos que as cidades brasileiras, principalmente as pequenas, vivem com um orçamento apertado e qualquer ajuste sempre é bem-vindo. Destinar a verba de uma festa, que beneficia uma parte pequena da população, para uma ação social ou de infraestrutura que atinge toda a cidade, é enxergar a prioridade real do cidadão. Carnaval é legal, mas pensar numa cidade melhor para todos nós, é muito mais.

Bom dia, Assis!!!

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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