Professores de escolas estaduais de Assis e região aderiram nesta sexta-feira, 25 de abril, uma mobilização promovida pela APEOESP, o sindicato dos professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, em busca de melhores condições de trabalho e valorização da carreira docente.
Em Assis, o Portal AssisCity apurou que as escolas estaduais “Clybas Pinto Ferraz”, “José Augusto Ribeiro”, “Profº. Léo Pizzato”, “Profº. Ernani Rodrigues”, “Profª Leny Barros da Silva”, “Profª Lea Rosa Melo Andreghetti” e “Profª Lourdes Pereira” pararam totalmente e parcialmente, respectivamente. Em Cândido Mota, a escola “Rachid Jabur” fez protesto e a escola “José dos Santos Almeida” parou parcialmente. Em Florínea, a escola “Teófilo Elias” parou totalmente e a escola “Profª Noêmia Garcia Ciciliato” parou parcialmente.
Entre as reinvindicações estão:
- Reajuste Salarial: O sindicato solicita um plano de recomposição do poder de compra, passando pelo cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Plano Estadual de Educação (PEE), na perspectiva da aplicação correta da lei do Piso Salarial Profissional Nacional e também o pagamento do índice de 10,15% que o governo mantém congelado no Supremo Tribunal Federal;
- Mesa permanente de valorização da carreira docente: O sindicato solicita a constituição de uma Mesa Permanente de Valorização para debater a atratividade da carreira do Magistério, que envolve também, questões salariais. A APEOESP também cobra que seja retirada a avaliação de professores em estágio probatório por parte dos estudantes e que o governo cumpra o artigo 78 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado, retirando do cômputo de inassiduidade licenças e outros afastamentos considerados efetivo exercício;
- Mais chamadas para o concurso: A APEOESP reivindica do governo a chamada de 44 mil concursados, conforme ação judicial do Ministério Público, na qual o Sindicato solicitou ingresso;
- Atribuição de aulas: A APEOESP reivindica atribuição presencial, por ordem única de tempo de serviço, provas e títulos, com regras justas e transparentes, com fiscalização do Sindicato;
- Climatização das escolas: A APEOESP cobra que a SEDUC apresente um calendário para que no prazo mais urgente possível, todas as unidades sejam climatizadas, tendo em vista a emergência climática. O Sindicato também reivindica alimentação dos professores nas escolas.
- Contratação direta de professores na Educação Especial: O Sindicato solicita a contratação destes profissionais de forma direta, sem terceirização.
De acordo com o Sindicato, a manifestação ocorre apenas nesta sexta-feira, 25, enquanto a APEOESP aguarda uma proposta da Secretaria Estadual da Educação. Se a proposta não agradar, será discutida uma greve por tempo indeterminado.
