Após a repercussão causada por publicações nas redes sociais que indicavam o fechamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátrica e Neonatal do Hospital Regional de Assis, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclareceu ao Portal AssisCity que não houve e nem haverá interrupção no atendimento dessas alas. Segundo o governo estadual, a informação divulgada era falsa e o que ocorreu foi apenas uma transição de equipe, já programada, para garantir a continuidade dos atendimentos.
Em um vídeo publicado no início da tarde desta quinta-feira, 5 de junho, o deputado estadual Ricardo Madalena lamentou a condução do episódio e criticou a postura do Diretor do Hospital Regional de Assis, Edmar Luis de Oliveira. Segundo Madalena, “foi um erro muito grande”, já que esteve com Edmar poucos dias antes, em Paraguaçu Paulista, durante uma solicitação de emenda parlamentar. “Ele me levou um pedido de ecocardiograma no valor de R$200 mil para a Santa Casa. Estive com ele e poderia ter nos comunicado naquele momento. Quatro dias depois dá essa notícia do fechamento? É uma responsabilidade muito grande pelo cargo que ocupa. Ele é meu amigo, mas poderia ter avisado com antecedência e evitado esse estresse, porque se trata de vidas”, declarou o parlamentar.
A Secretaria de Estado da Saúde reforçou que não há qualquer risco de interrupção no serviço e que as crianças seguem recebendo atendimento normalmente no Hospital Regional.
De acordo com a pasta, a transição de equipe foi necessária enquanto a nova Organização Social de Saúde (OSS) que irá administrar a unidade não é oficialmente definida. O edital de chamamento público já foi publicado no Diário Oficial na última segunda-feira, dia 2 de junho, e o processo deve ser concluído em cerca de 60 dias. Até lá, a gestão das UTIs ficará sob responsabilidade do CEJAM, organização que já atua em outros setores da unidade, como Urgência e Emergência Adulto, Leitos Clínicos e Cirúrgicos e a UNACON (Oncologia).
“Nunca houve a possibilidade de fechamento da UTI. O que aconteceu à meia-noite foi apenas uma transição de equipe, já prevista. A unidade continua funcionando normalmente, e as crianças estão sendo atendidas. Essa informação de fechamento simplesmente não procede”, esclareceu um porta-voz da Secretaria ao AssisCity.
A própria Secretaria divulgou uma nota oficial, reforçando que a disseminação de informações falsas causa pânico na população e que a transição tem como objetivo melhorar a assistência prestada, sem impacto negativo nos atendimentos.
“A Pasta lamenta a disseminação de informações inverídicas, que geram insegurança na população, e reforça seu compromisso com a continuidade da assistência, com qualidade e segurança no atendimento aos pacientes da região”, diz a nota.
Ainda segundo o governo estadual, não há previsão de mudanças em outras alas neste momento. A transição está concentrada exclusivamente nas UTIs Pediátrica e Neonatal, justamente por serem setores que demandam atenção especializada e não podem, em hipótese alguma, ter o atendimento interrompido.
O Portal AssisCity entrou em contato com o diretor do Hospital Regional de Assis, Edmar Luis de Oliveira, mas até o momento não houve retorno. O espaço continua aberto para futuras manifestações e esta notícia poderá ser atualizada a qualquer momento.
Confira a nota oficial da SES-SP enviada ao Portal AssisCity:
Nota oficial – Hospital Regional de Assis
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que a UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital Regional de Assis segue em pleno funcionamento. É falsa a informação de que o serviço foi encerrado – o que ocorreu foi a transição de equipe.
A Pasta lamenta a disseminação de informações inverídicas, que geram insegurança na população, e reforça seu compromisso com a continuidade da assistência, com qualidade e segurança no atendimento aos pacientes da região. A população pode confiar em uma gestão dedicada a garantir o acesso a serviços essenciais e de alta complexidade.
Conforme publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, está em andamento o chamamento público para contratação de uma nova Organização Social de Saúde (OSS), que assumirá o gerenciamento da unidade, assegurando a manutenção e o aprimoramento do serviço.
