As condições climáticas continuam sendo o principal fator de atenção para os produtores de cana-de-açúcar da região do Vale do Paranapanema.
A semana que começa traz novos desafios para o campo e também para a indústria, com chuvas e risco de geada nos próximos dias, segundo os principais modelos meteorológicos.
Essa situação tem levado algumas usinas da região a antecipar a revisão de estimativa de safra, normalmente feita em agosto. Com os atrasos, cresce o receio de que a moagem se estenda além do desejado, comprometendo o encerramento da safra antes de dezembro.
“As chuvas frequentes comprometem a eficiência industrial das usinas, que acabam precisando de mais tempo para processar a mesma quantidade de cana. Isso acaba pressionando o calendário da safra”, explica Flávio Teixeira, gerente agrícola da Assocana.
Para tentar minimizar os impactos, algumas unidades industriais já iniciaram um movimento estratégico de venda de cana entre usinas, aproveitando a capacidade ociosa de moagem de algumas plantas. O objetivo é evitar o acúmulo de matéria-prima no campo e garantir que a safra não ultrapasse o cronograma previsto.
Além da chuva, outro alerta foi acionado pelos meteorologistas: a previsão de uma massa de ar polar intensa que pode provocar geadas nos dias 24 (amanhã) e 25 de junho (quarta-feira), com temperaturas abaixo dos 5 °C em várias regiões do Estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. Se confirmada, a geada pode comprometer a brotação da cana e afetar áreas de reforma, impactando não apenas a atual safra, mas também a próxima.
“Estamos monitorando tudo com cautela. O cenário ainda pode mudar, especialmente se houver uma melhora na condição climática e interrupção das chuvas. Mas, por enquanto, o momento é de atenção”, conclui Flávio.
Assessoria Assocana
