O Portal AssisCity segue acompanhando os desdobramentos do caso envolvendo abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos, registrado no dia 08 de maio, quando a vítima estava indo para a escola, no Jardim Santa Clara, em Assis. Na ocasião, a adolescente registrou boletim de ocorrência e o acusado foi preso em sua residência, cumprindo atualmente prisão preventiva em Paraguaçu Paulista.
A reportagem também apurou que o mesmo homem é investigado por um segundo caso, envolvendo uma menor de 13 anos, também ocorrido em Assis.
“Indivíduo extremamente perigoso”, diz o advogado de acusação
O Portal AssisCity conversou com o advogado Jimmy Steenmeijer, que representa a família da adolescente de 16 anos. Em entrevista, ele detalhou o crime ocorrido no dia 08.
“Na quinta-feira, a adolescente caminhava com destino à sua escola antes da aula, no momento em que foi surpreendida por um veículo, onde estavam três indivíduos que a forçaram entrar dentro do carro. E um deles, que foi o principal indiciado, ele a conduziu até a sua residência, onde lá a violentou física, moralmente, sexualmente, não dando oportunidade alguma para que ela se defendesse”, relatou o advogado.
Jimmy destacou a fragilidade da vítima. “A adolescente, embora com 16 anos, tem uma estrutura física de uma criança de 12 anos de idade ou até menos”. Ele também elogiou a atuação policial. “Devo aqui ressaltar o trabalho da Polícia Militar, que foi muito ágil, chegando rapidamente ao local e conseguindo prender em flagrante o indivíduo”.
Segundo o advogado, as agressões foram gravadas pelo acusado. “Ele gravou tudo isso e, ao que se sabe, ele exerce essa prática habitualmente. Não é a primeira vítima dele. É um indivíduo extremamente perigoso que cometeu um crime contra uma adolescente da nossa cidade. Poderia ser qualquer uma: nossos filhos, nossas irmãs, nossos netos”, disse.
Sobre o estado emocional da mãe da vítima, que o procurou no domingo após o crime, o advogado destacou o sentimento de impotência. “Ela chegou aqui completamente desesperada, juntamente com a vítima. Ela não tinha condições alguma de falar, está muito nervosa, com um sentimento de fraqueza, de impotência. Justamente às vésperas do Dia das Mães. Olha só que presente de Dia das Mães essa mãe teve”, disse.
O advogado confirmou que a vítima conhecia o suspeito, mas ressaltou que nada justifica o crime. “Me parece que ela conhecia o suspeito. Já chegaram a trocar mensagens pelo WhatsApp, mensagens que logo foram interceptadas pela mãe. Mas independente de ter vínculo, relação ou não, nada justifica a barbárie que esse marginal cometeu contra essa adolescente.”
Sobre os próximos passos, Jimmy afirmou que buscará a condenação do acusado. “A delegada responsável pela Delegacia da Defesa da Mulher vai encerrar o inquérito, o promotor vai oferecer a denúncia e eu, como assistente de acusação, caminharei no mesmo sentido, buscando uma condenação no patamar máximo possível”, concluiu.
“Toda história tem duas versões”, afirmam advogados de defesa
O Portal AssisCity também conversou com os advogados Laerte Vanzella e Marcos Alves, responsáveis pela defesa do acusado.
Laerte explicou a situação processual e afirmou que a defesa solicitou habeas corpus. “Foi convertida a prisão em flagrante para preventiva na audiência de custódia. Isso significa que, em regra, ele responderá ao processo preso. Obviamente, a defesa já impetrou habeas corpus para tentar buscar a liberdade dele”, disse.
O advogado também acrescentou que o processo corre em segredo de justiça e que o acusado, em sede policial, negou os fatos. “A princípio, ele estaria negando os fatos. Nós, como advogados de defesa, estaremos elaborando a defesa no momento oportuno para tentar demonstrar a versão do acusado”, destacou.
Sobre o segundo caso, envolvendo a menina de 13 anos, o advogado Marcos Vinícius Alves informou que uma audiência foi marcada. “Teve a fase inquisitiva, o inquérito policial, e foi designada uma audiência de depoimento especial para o dia 14, a qual estaremos acompanhando. Após o depoimento, será decidido se ofertará a denúncia pelo Ministério Público ou não”, disse ao Portal AssisCity.
O advogado destacou a diferença entre os dois crimes. “A menina de 16 anos configura crime de estupro na forma comum. Já a de 13 anos caracteriza estupro de vulnerável, cuja pena pode ser maior em caso de eventual condenação”, explicou.
Ao ser perguntado sobre a estratégia da defesa, o advogado disse que a defesa buscará demostrar a outra versão da história. “Toda história tem duas versões. O que nós, como defesa queremos, é mostrar a segunda versão do nosso cliente para ser decidido da melhor forma”, disse.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil e o Portal AssisCity segue acompanhando.
