Se tem um evento recorrente na história humana são as guerras em suas múltiplas faces.
Desde os primórdios da humanidade conflitos entre diferentes grupos e por razões variadas estiveram presentes. Entretanto, o que vemos a partir do século XX é a escalada da frequência e da intensidade de eventos trágicos, sobretudo pelo desenvolvimento de estruturas bélicas cada vez mais eficazes e letais.
Na primeira metade do século passado, atravessamos duas grandes guerras mundiais, além de inúmeros conflitos regionais a partir de 1950 no contexto da Guerra Fria. Alguns foram extremamente sangrentos e tensos como a Guerra do Vietnã, a Crise dos Mísseis em 1962, diversos conflitos étnicos territoriais na África, entre outros.
Com o fim da Guerra Fria e o emergir da Nova Ordem Mundial regida pelos pilares da globalização, era esperado a “construção” de um mundo conectado, integrado e mais pacifico. Mas não foi assim.
Já nos primeiros momentos do século XXI, o ataque aos WTC e seus desdobramentos mostraram de certa forma o que estava por vir.
Desde então, inúmeros e crescentes têm sido os conflitos regionalizados ao redor do mundo novamente por razões tais como fatores étnicos religiosos, migrações e recursos naturais.
E é nesta perspectiva que infelizmente mais um capítulo da história do homem em sociedade está sendo escrito e o mais recente diz respeito as tensões e mútuos ataques entre Israel e Irã.
Sempre afirmo que uma guerra é antes de tudo a derrota da diplomacia, um jogo de narrativas para justificar o injustificável (de ambos os lados) e os maiores perdedores são os cidadãos comuns, ou seja, aqueles que como nós querem apenas viver.
Direciono aqui minha opinião sobre os desdobramentos desse evento e as consequências da escalada que poderá levar ao mundo ao caos.
No campo econômico os sinais já estão sendo sentidos desde o aumento do preço do petróleo e seu efeito cascata.
No campo social, o agravamento da fome, mortes, mutilações, órfãos e os traumas psicológicos dificilmente sanados. Mas é no campo militar que chamo a atenção dos leitores. Não estamos vendo uma luta entre “amadores” mas sim entre países fortemente armados (na quantidade e no poder letal de seus arsenais), contando com aliados que se odeiam mutuamente.
Uma guerra entre países é como uma briga entre pessoas, sabe-se como começa mas não se sabe como termina.
Se de um lado Israel dá sinais de vencedor pelos males que já causou, o governo cuja popularidade cai a cada dia e que sabe que ao peder o poder certamente irá preso, fará de tudo para desviar esse perigo e está sempre especulando por lutas. O Irã, embora aparentemente menos tecnologicamente preparado, tendo um regime político sustentado na dinâmica do terror, não aceitará passivamente que o massacre.
O uso de armas nucleares é algo cada vez mais próximo. Uma guerra de titãs que não poupará ninguém.
Será que estamos preparados para lidar com o cenário sombrio pós guerra nuclear?










