A ameaça de que poderia haver uma “bomba” deixada na calçada da rua Vicente de Carvalho, ao lado do muro da escola estadual “Ernani Rodrigues”, vila Xavier, em Assis, mobilizou toda a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e até mesmo policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de São Paulo, que se deslocou da capital paulista até a cidade com um avião.
A denúncia de que havia uma bomba no local partiu de Roberto Vicari, morador na vila Xavier há muitos anos, na terça-feira à tarde. A Polícia Militar cercou o quarteirão da rua Vicente de Carvalho no local onde está localizada a EE “Ernani Rodrigues”. A PM mantinha silêncio sobre o assunto para não assustar os moradores. E acionou o Gate em São Paulo para que enviasse uma equipe até Assis com o objetivo de averiguar o objeto ali deixado.
Na manhã desta quarta-feira, com um forte aparato militar, e impedindo o trânsito de pessoas e veículos naquele local, os policiais averiguaram que não se tratava de uma “bomba” como havia sido presumido, mas sim de um aparelho odontológico com materiais radioativos descartado por alguma pessoa.
Diante disso, os policiais do Gate levaram o aparelho, que pesava em torno de 1,5 quilos, até o interior da escola estadual onde foi destruído e possivelmente enterrado no local. Para isso, os bombeiros levaram materiais para escavação em uma área existente na escola. No trabalho de escavação, um dos bombeiros chegou a atingir um cano de água no interior da escola, mas não houve maiores danos.
Para a retirada do aparelho, um policial do Gate usou equipamentos especiais para averiguar que não se tratava de uma bomba e mesmo roupas de proteção para que pudesse executar o seu trabalho.
“PERIGO, NÃO ABRIR” – Roberto Vicari, o morador que achou o objeto e acionou a polícia, diz que o encontrou na terça-feira, por volta das 14 horas. De acordo com Vicari, o objeto se assemelhava a um cantil e nele estava escrito “Perigo, não abrir”. “Era pesado, parecia ser confeccionado de chumbo. Em um dos lados havia terminais com fios. Por isso, achei por bem comunicar o fato às autoridades policiais”, explicou.
Assista o vídeo gravado por um telefone celular pelo colocaborador Fernando Rosa:













