Os professores da rede estadual de São Paulo vão para a terceira semana sem aulas. Na última sexta-feira (19), a categoria decidiu continuar a greve, iniciada na segunda-feira (8). A votação ocorreu durante assembleia realizada no vão do Masp. Apesar do governo declarar que durante a assembleia apenas 8 mil professores estavam presentes, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a APEOESP, discorda. De acordo com o coordenador da APEOESP regional de Assis, Nilson da Silva, mais de 70 mil professores se mobilizaram.
Em Paraguaçu Paulista, as três escolas da rede estadual de ensino estão em greve. Na Escola Maria Ângela B. Dias, cerca de cinco professores não aderiram ao movimento, e no Isidoro Batista, o GEP, esse número sobe para sete. Não há informações do número exato dos professores que não aderiram à greve na Escola Diva Figueiredo da Silveira, o CENE.
Bônus
Em meio a uma greve de professores e a manifestações que pararam por duas sextas-feiras a Avenida Paulista, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou o pagamento do Bônus por Resultado de 2010. O bônus deverá ser pago nesta quinta-feira (25) aos profissionais da educação estadual cujas escolas tiveram bom desempenho no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).
O coordenador da APEOESP, Nilson da Silva, teme pelo enfraquecimento do movimento após o pagamento do Bônus. Ele acredita que, alguns professores se sentirão motivados. No entanto, ele explica que é preciso pensar adiante. “Quando o bônus acabar, volta tudo ao normal, o professor voltará a receber o salário baixo, com as mesmas dificuldades”, ressalta o coordenador.
A APEOESP é contrária ao pagamento do bônus, porque os valores não são incorporados no salário dos profissionais da educação. “É uma premiação que é feita anualmente e não é incorporado mês a mês no salário do professor, porque na hora que o professor aposentar ele não vai ter o direito ao bônus e salário continuará uma “merreca””, explica.










