Depois de mais de 450 dias fechada ao tráfego, a Ponte “José Jordão Plazo” — conhecida popularmente como Ponte da Água do Matão — foi finalmente reaberta em Assis. A liberação ocorreu na última sexta-feira, dia 10 de abril, após a conclusão do asfaltamento, conforme informou a Prefeitura Municipal ao longo do fim de semana.
A estrutura havia sido interditada em 6 de janeiro de 2025, ainda na primeira semana da atual administração, depois que uma vistoria identificou condições críticas e sérios problemas estruturais. Desde então, teve início uma longa espera que gerou transtornos expressivos para moradores, chacareiros e produtores rurais da região.
Obras ainda não estão 100% concluídas
A reabertura, no entanto, não significa que os serviços foram encerrados. Nos próximos dias, ainda serão realizadas a instalação de guard-rail e iluminação — medidas essenciais para ampliar a segurança no local. Por enquanto, o trecho opera com sinalização provisória para orientar motoristas e pedestres.
O investimento total na nova ponte foi de R$ 263.154,54, viabilizado por emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), no valor de R$ 250 mil, com contrapartida municipal para cobrir o restante.

Meses de incerteza e reclamações
O caminho até a reabertura foi marcado por atrasos e ausência de comunicação com a população. Em reunião realizada em 24 de julho de 2025 com moradores da região, a prefeita Telma Spera confirmou que o processo licitatório havia sido concluído, mas que o município ainda aguardava a liberação dos recursos estaduais para dar início às obras. Em agosto, a Prefeitura anunciou que as intervenções começariam em setembro — porém nenhuma atualização foi divulgada nos meses seguintes.
Durante a interdição, os moradores foram obrigados a usar uma rota alternativa por estrada de terra que, nos dias de chuva, acumulava lama e buracos, agravando ainda mais os transtornos cotidianos.
A demora também ecoou no Legislativo. O vereador Reinaldo Nunes usou a tribuna da Câmara Municipal para criticar o atraso e exigir ação. “Já são mais de 450 dias sem a obra ser concluída”, afirmou o parlamentar, que também denunciou as precárias condições da rota alternativa. “Começa uma obra e não termina”, disse em seu discurso.










