Atualmente, quase 90% do combustível consumido no mundo é de origem fóssil. Essas substâncias, porém, não são renováveis, além de extremamente poluentes. Nesse contexto, os biocombustíveis surgem como uma alternativa eficaz.
Biocombustível é o combustível produzido a partir de biomassa, material constituído por substâncias de origem orgânica, seja ela vegetal ou animal. O lixo orgânico também pode ser considerado como matéria-prima para esse tipo de combustível.
Os biocombustíveis são fontes de energia renováveis. As principais matérias-primas para a sua produção são: cana-de-açúcar, beterraba, sorgo, dendê, semente de girassol, mamona, milho, mandioca, soja, aguapé, copaíba, lenha, resíduos florestais, excrementos de animais e resíduos agrícolas. O processamento dessa matéria orgânica origina um óleo, que pode ser misturado aos derivados do petróleo ou utilizado puro.
Além de terem uma maior disponibilidade na natureza, os biocombustíveis permitem a ciclagem do gás carbônico, contribuindo para a estabilização da concentração desse gás na atmosfera, diminuindo dessa forma, o aquecimento global. Outras vantagens que o seu uso pode trazer são redução do lixo no planeta e a geração de emprego e renda no campo.
Por outro lado, existem preocupações quanto ao uso destes combustíveis em larga escala, tais como: a redução da biodiversidade, devastação de áreas florestais, grande gasto energético e possibilidade de redução da produção de alimentos, aumentando assim, a fome mundial.
Alguns dos tipos mais importantes desses combustíveis “ecológicos” são:
• Biodiesel – combustível obtido a partir de óleos vegetais usado em motores a diesel – o principal biodiesel brasileiro é o de soja, seguido do de mamona. Além desses, existem culturas alternativas como dendê, algodão e pinhão-manso, mas sem muita importância comercial.
• Gás Natural – mistura de hidrocarbonetos leves com metano e outros gases inertes – apesar da origem fóssil, sua combustão é limpa e emite reduzido volume de poluentes.
• Etanol – álcool incolor, solúvel em água e extraído através do processo de fermentação da sacarose, de produtos como a cana-de-açúcar, milho, uva e beterraba.
Além destes, estuda-se a possibilidade da utilização do hidrogênio.
Os biocombustíveis não estão nem perto de representar a completa substituição dos combustíveis fosseis, mas através de investimentos e novas pesquisas é provável que isso ocorra. Nesse caso, é preciso tomar as devidas precauções com os impactos que isso pode acarretar para o meio ambiente e para a população.
*Loanne Cassiolato Perez – Diretora do departamento de Gestão de Pessoas da Biotec Jr. – Gestão 2013 – www.biotecjr.com.br
