A família da pequena Luísa Nunes Manfio, de 9 anos, moradora de Cândido Mota, está mobilizando uma campanha solidária para arrecadar recursos que auxiliem no tratamento da menina, que passará por uma cirurgia de escoliose no próximo dia 18 de julho, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em São Paulo.

Em entrevista ao Portal AssisCity, o pai da criança, Vinícius Manfio, explicou que a descoberta da doença aconteceu há cerca de três anos, durante o tratamento do irmão de Luísa, João Gabriel, que também foi diagnosticado com escoliose.

“Descobrimos a escoliose do João Gabriel e começamos o tratamento. Durante esse processo, percebemos que a Luísa também tinha o problema”, relatou.

Luísa descobriu a doença há três anos – Foto: Cedida pela família

Inicialmente, ambos foram acompanhados por uma equipe médica em Marília. No entanto, devido à complexidade dos casos, a família buscou atendimento especializado em coluna. Após consultas e avaliações em diferentes cidades, eles conseguiram iniciar o acompanhamento na AACD.

Raio-X da Luísa – Foto: Cedida pela família

Segundo Vinícius, o quadro de Luísa evoluiu de forma mais agressiva do que o do irmão. Enquanto João Gabriel passou pela cirurgia em maio do ano passado, aos 15 anos, a expectativa era de que Luísa precisasse do procedimento apenas em 2027.

Entretanto, durante a consulta mais recente, os médicos identificaram um agravamento significativo da curvatura da coluna. “O médico explicou que a curvatura aumentou muito e que já está causando falta de ar. Existe também o risco de comprometer o coração, porque a escoliose dela é atípica, com a curva voltada para o lado esquerdo, diferente da maioria dos casos”, contou o pai.

Diante da evolução do quadro, a equipe médica decidiu antecipar a cirurgia para o próximo mês.

Raio-X da Luísa – Foto: Cedida pela família

Além da preocupação com a saúde da filha, a família enfrenta despesas relacionadas ao período de recuperação. De acordo com Vinícius, após o procedimento será necessário permanecer em São Paulo para acompanhamento médico, realização de curativos e retornos frequentes ao hospital.

Como a unidade não oferece hospedagem para acompanhantes, os recursos arrecadados serão destinados à alimentação, transporte e estadia dos familiares que permanecerão ao lado da menina durante a recuperação.

Outro desafio será o tratamento pós-operatório. Luísa deverá passar por sessões frequentes de fisioterapia especializada, fundamentais para sua reabilitação. “A fisioterapia que ela vai precisar é muito específica e os custos são altos. Pelo SUS, infelizmente, não conseguimos acesso ao tipo de tratamento que será necessário após a cirurgia”, explicou Vinícius.

Quem desejar colaborar com a família pode realizar doações por meio da chave PIX: (18) 99650-1778

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