11 de Julho de 2020
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Telemedicina: a nova realidade da saúde mundial

COLUNISTA - Arildo Almeida

Desde que o coronavírus chegou em nosso país e em nossa cidade, por diversas vezes, ele foi assunto aqui no nosso espaço. E em todas elas, falamos de como esse vírus nos mudará e deixará ensinamentos. Já aprendemos que equilíbrio é fundamental; que temos que pensar no futuro e nos preparar financeiramente; que lavar as mãos constantemente não faz mal nenhum, só ajuda; que podemos fazer home office (sem esquecer que o contato com os colegas é bom demais também); que ficar mais tempo em casa com a família vai nos render lembranças incríveis; que existem diferentes formas de relações e relacionamentos; que é possível – mas difícil – se colocar no lugar do outro; e que podemos aprender sempre, independente da idade e o que se aprende.

A pandemia também trouxe o tema ‘telemedicina’ para o debate e serviu de incentivo para acelerar o seu desenvolvimento em todo o mundo. Na China, por exemplo, ela se mostrou uma ferramenta eficaz na preservação dos recursos de saúde, evitando o colapso do sistema durante a epidemia. Mas, o que é a telemedicina? É um conjunto de tecnologias e telecomunicações que permite a realização de ações médicas à distância. E ao contrário do que se possa pensar, todos os estudos sobre telemedicina apresentam respostas positivas, tanto de médicos quanto de pacientes, porque é possível realizar um atendimento mais preciso e humanizado mesmo que não seja presencial. Essa união de inteligência artificial e inteligência médica vai mudar a nossa forma de nos relacionarmos com as doenças, porque não precisaremos nos deslocar até uma unidade de atendimento médico por uma simples gripe ou uma alergia na pele, porque poderemos nos consultar com um especialista de forma muito mais rápida, independente da distância, sem perder a qualidade do atendimento e diagnóstico.

Muitos hospitais de referência no mundo todo já usam a telemedicina de forma segura e legalizada, como o Albert Einstein, em São Paulo. Estudos mostram diversas vantagens que a união de tecnologia de dados e inteligência médica proporciona, como diagnósticos dez vezes mais rápido, acesso rápido a especialistas, redução de índices de mortalidade por patologias diversas e diminuição de idas a hospitais, o que, consequentemente, reduz o risco de contaminações.

E agora teremos em Assis essa modalidade de atendimento. A FEMA vai implantar a telemedicina na UPA e capacitar os profissionais de saúde que atendem no local. Também vai implantar a modalidade na faculdade de Medicina – incluindo a primeira turma que já iniciou o internato e está trabalhando ao lado de seus tutores no atendimento à população – por meio de três trilhas de conhecimento: de Emergências, de Medicina Intensiva e de Qualidade. Tudo isso para proporcionar para a população um atendimento humanizado e de excelência. A FEMA não tem como único objetivo só ensinar seus alunos; ela quer ultrapassar os seus muros e fomentar a educação e a cultura, garantir saúde de alto nível e promover uma melhor qualidade de vida para a população de Assis.

Bom dia, Assis!!!


*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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