
Saulo Martins
5 a 6 meses é o prazo que Saulo Milane Martins, dono da empresa de costura S. M. Martins, pretende acertar as contas com as costureiras que fizeram um manifesto em frente ao Ministério do Trabalho no último dia 23 de dezembro.
Segundo o empresário, a firma de costura localizada na Av. Siqueira Campos deveria produzir em média 20 mil peças no mês com as 42 funcionárias que possui, no entanto, esse número chega a 3 mil.
“Infelizmente a empresa não faturou, tudo os recursos que tinha eu já vinha recorrendo durante seis meses, fazendo empréstimos em bancos”, explica Saulo Milane.
O dono da S. M. Martins ainda esclareceu que, além da baixa produção, as encomendas estavam sendo entregues fora do prazo e com defeitos, o que acarretou em multas caríssimas. Ele ainda contou que, também tinha o problema de alto índice de afastamentos e atestados de funcionários.
“Só de atestado médico, o próprio pessoal do Ministério do Trabalho de Marília falou que a minha empresa tem mais atestado do que a usina Cocal”, lembra.
Todos esses fatores culminaram na falência da empresa. Apesar disto, Saulo comprometeu-se a honrar todos os compromissos com as costureiras e que a empresa não deverá fechar.
“Vou arcar com todas as conseqüências perante a justiça. Eu ia fazer um acordo com elas, mas elas tomaram uma atitude drástica e foram procurar a justiça. Estão no direito, não estão erradas. Agora vou acertar tudo, não vai ficar ninguém sem receber”, conclui.
