O diretor do Sindicato dos Bancários de Assis, Hélio Paiva Mattos, disse ontem que entidades da cidade e região estão planejando e organizando um movimento de protesto contra a construção de pedágios na rodovia Raposo Tavares, principalmente aqueles próximos do município, trazendo grandes prejuízos à população. Além disso, estas entidades pretendem entrar com uma representação junto ao Ministério Público questionando estas praças de pedágio na rodovia Raposo Tavares.
Ele lembra o caso de seus familiares que têm de se deslocar diariamente para Maracaí havendo a necessidade de pagar três pedágios para a ida e outros três no retorno. “Isso é um absurdo e fere o bom senso. Afinal, uma pessoa que vem de Rondônia e de Presidente Epitácio pagar um pedágio é uma coisa, mas nós que moramos na região, trabalhamos aqui, produzimos riqueza nessa área do Estado, ter que pagar pedágio é algo inimaginável”, salientou.
Hélio destacou que somente de Maracaí, aproximadamente 200 pessoas viajam diariamente para Assis onde desempenham as mais diferentes atividades profissionais. “Estas pessoas tiveram um aumento em seus custos em função da implantação do pedágio. Um exemplo disso é que já houve aumento na passagem dos ônibus intermunicipais. As empresas repassam as despesas, e o trabalhador, como fica?”, questiona.
Ele observou que toda a região vai pagar um preço muito alto pela instalação destes pedágios na rodovia Raposo Tavares. “O custo da produção vai encarecer. Tudo vai ficar mais caro por causa de um governo que concede a rodovia para uma empresa explorar sem nenhum benefício à região”, destacou.
NOVOS CORREDORES DA MORTE – Um aspecto enfocado por Hélio – e que chama a atenção – são as rodovias secundárias que oferecem atalhos à Raposo Tavares, passando por Quatá, Paraguaçu Paulista e Rancharia. Segundo eles, estas rodovias vão se transformar em novos corredores da morte e ameaçam a integridade física das pessoas que as usam diariamente. Segundo ele, estas rodovias estão congestionadas de veículos que as usam já que os motoristas, com isso, pretendem fugir da cobrança do pedágio. “Quem usa estas rodovias fica assustado. São carretas e inúmeros veículos fazendo filas. São ultrapassagens proibidas, e isso me dá muito medo. Afinal, todos nós temos familiares em nossa região que usam estas rodovias constantemente. Todos nós estamos sujeitos a uma tragédia por causa da irresponsabilidade de algum motorista. E o pior: ninguém toma providências”, disse.
Ele lamenta tal situação justamente porque vivemos no Estado de São Paulo que cobra o IPVA mais elevado do Brasil, assim como a inspeção veicular. “São inúmeros impostos que os contribuintes paulistas pagam justamente para ter rodovias de qualidade e ganham com isso novas praças de pedágios. Ou seja, o contribuinte paulista é bitributado”, contou