Nesta sexta-feira, 21 de março, é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi oficialmente reconhecida pelas Nações Unidas em 2012 e simboliza a trissomia do 21º cromossomo que causa a síndrome. O objetivo principal é conscientizar a sociedade sobre a importância da inclusão e do respeito às pessoas com Síndrome de Down (SD), além de celebrar suas conquistas e reforçar que todos devem ter acesso às mesmas oportunidades e direitos.
O que é a Síndrome de Down?
A Síndrome de Down é uma condição genética que ocorre em cerca de 1 a cada 700 nascimentos no Brasil, totalizando aproximadamente 270 mil pessoas com a síndrome no país. Globalmente, a incidência é de 1 em 1 mil nascidos vivos. Caracterizada por um atraso no desenvolvimento cognitivo e motor, a síndrome apresenta desafios, mas também histórias de superação e muito amor, como mostram duas famílias de Assis que compartilharam suas trajetórias com o Portal AssisCity.
Desafios e conquistas de Henrique e Jamilly
Renato Gonçalves Gomes e Janaina de Cassia Gomes são pais do pequeno Henrique da Silva Gomes, de quatro anos. Renato relembra que o diagnóstico da Síndrome de Down veio no momento do parto, junto com a notícia de que o bebê possuía uma condição cardíaca. “Foi um misto de emoções, como medo, ansiedade e confusão”, conta ele.

As preocupações iniciais estavam relacionadas à inclusão e ao preconceito que Henrique poderia enfrentar. “Temíamos como seria incluí-lo na escola e na sociedade. O preconceito e a discriminação ainda são desafios diários, percebemos isso no olhar, nas expressões e até em comentários maldosos”, revela Renato.
Apesar dos desafios, o pai destaca que cada pequeno avanço do filho é uma vitória. “Embora ele ainda não fale, os olhos do Henrique nos dizem tudo. Ele nos olha com uma confiança profunda, como se dissesse “acreditem em mim, eu posso”. Esse amor incondicional nos tornou mais dedicados e comprometidos em apoiá-lo na superação dos obstáculos”.

Renato reforça que ainda há muito a ser feito em termos de acessibilidade e oportunidades para pessoas com Síndrome de Down. “Há mitos de que elas não aprendem ou não podem ser independentes, mas isso não é verdade. Com suporte adequado, elas desenvolvem suas habilidades. É preciso empatia e uma mudança de atitude para promover inclusão de verdade”, enfatiza.
Ele também aconselha pais que acabam de receber o diagnóstico. “Amem seus filhos, confiem neles e lutem pelos seus direitos. Cuidem também de sua saúde mental e física, porque o amor pode tudo”, conclui emocionado.

O amor e a força de Jamilly Nicole
José Antônio Xavier de Brito, pai de Jamilly Nicole de Brito, de seis anos, também compartilhou sua experiência. Assim como Renato, José lembra do impacto inicial ao receber o diagnóstico. “No começo foi um baque, fiquei assustado, mas depois percebi que foi uma das melhores coisas que aconteceu. Ela me ensina algo novo todos os dias”, conta.

A trajetória da família foi marcada por desafios, especialmente pela falta de suporte no início. “Não sabíamos como lidar com a situação e não encontrávamos especialistas para nos orientar. Com o tempo, fomos aprendendo e recebendo apoio”, explica José.

Um dos momentos mais marcantes foi acompanhar o crescimento da filha. “O médico nos disse que Jamilly poderia depender de uma cadeira de rodas, mas hoje ela anda, corre e brinca por todos os lados. Isso é uma vitória enorme para nós”, comemora.
José destaca a importância da inclusão e do apoio da comunidade. “A inclusão não é apenas aceitar uma criança com Síndrome de Down na escola, é investir no espaço físico, capacitar professores e conscientizar as pessoas. Com a ajuda da comunidade e de projetos de estímulo, podemos melhorar o desenvolvimento dessas crianças.”

Para ele, o maior presente foi ter Jamilly e deixa uma mensagem de esperança para outros pais. “Ela nos mostra o verdadeiro amor, carinho e cuidado todos os dias. A cada gesto, ela nos ensina mais sobre a vida. No começo pode ser assustador, mas vocês vão descobrir o verdadeiro significado do amor e do carinho. Aprendam com eles e celebrem cada conquista”, conclui.











