Os funcionários do setor terceirizado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estão sendo dispensados por conta do término do contrato e não está ocorrendo a prorrogação do mesmo devido à crise financeira que assola a cidade e também por conta da readequação dos serviços prestados pela Unidade.
Neste cenário, funcionários vão trabalhar em uma rotina distinta. Atualmente, a jornada trabalhista de alguns enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos deste setor que trabalham doze horas diárias e folgam dois dias seguidos, tem que se adequar à nova a mudança que será de seis horas diárias, sendo sucessíveis a folgas intercaladas, conforme relatou um funcionário que prefere se manter no anonimato.
De acordo com esse funcionário, os trabalhadores não vão mais receber a alimentação que tem direito e além disso, ocorreram muitas dispensas referentes aos setores terceirizados, como copa, limpeza, maqueiros e também na controladoria de acesso.
“Foi afirmado que só vamos trabalhar até o dia 16 do mês que vem. O nosso contrato é de dois anos, não estou entendendo isso, está havendo a redução da jornada de trabalho de enfermeiros e médicos também, até onde eu observo”, conta.
O outro lado
A secretária Municipal da Saúde, Denise Fernandes Carvalho, afirma que o Município passa por uma vigente crise econômica, “sendo assim alguns cortes e redução de despesas são necessárias e passamos ao CIVAP a necessidade de se reduzir”, afirma.
Ida Françoso, diretora Executiva do Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (CIVAP) Saúde, responsável pela gestão operacional da UPA, SAMU e do Hospital Referenciado comenta sobre a polêmica na Unidade de Pronto Atendimento.
“Os contratos dos funcionários que estão sendo dispensados estão no rol daqueles que já venceram pela licitação. Neste contrato temos a possibilidade de aumentar em 25% o quadro de funcionamento ou diminuir na mesma proporção. Às vezes, as pessoas podem se perguntar o porquê destes contratos estarem sendo revistos agora, antes da UPA completar um ano, é que eles já vigoravam antes do funcionamento da UPA”, explica.
A diretora executiva do CIVAP na área de saúde ressalta que estes contratos são de três empresas que foram licitadas para a contratação dos terceirizados.
“Afirmo que o atendimento ao público não vai ser prejudicado, uma vez que ao longo deste ano já conhecemos a rotina da UPA. Então sabemos onde reduzir o número de funcionários”, diz.
Nesta mesma toda, Ida comenta também sobre a mudança da jornada de trabalho de alguns profissionais.
“A jornada de trabalho vai ser mudada. Os funcionários que trabalham doze horas poderão trabalhar em seis horas diárias. Claro que a sua folga vai ser mudada, isso não acarreta em dano algum, pelo contrário, poderão atender melhor os pacientes, vão estar mais descansados, sendo que podem almoçar em casa. Na área da saúde, existem muitos profissionais que trabalham em outros hospitais, nestes casos vamos olhar com carinho para que não sejam prejudicados”, garante.
Ida também comentou sobre o não fornecimento de marmita aos funcionários.
“De acordo com a CLT não há obrigatoriedade de fornecer alimentação aos funcionários que trabalham seis horas diárias. Eles podem muito bem almoçar em suas residências e aqueles que eventualmente trabalharem por doze horas terão uma hora de almoço para fazer a refeição, sem que haja a necessidade do fornecimento da comida”, ressalta.










