Depois de 13 dias, a greve dos bancos em todo o país terminou nesta quarta-feira (13), por volta das 9h, após assembléia que avaliou as propostas dos bancos privados e oficiais. Os bancários aceitaram o reajuste médio de 7,5% mais correções diferenciadas dos benefícios. Além do aumento real de salário de 3,8% para quem ganha até R$ 5.250, o que atinge 85% dos bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) garante valorização dos pisos em até 16,33%, maior participação nos lucros e resultados (PLR), combate ao assédio moral e avanços na parte de segurança.
“Ficou aquém devido ao tamanho do lucro dos banqueiros, mas pra gente é um avanço porque a cada ano a gente vem conseguindo colocar um aumento real no nosso salário”, garante o diretor do Sindicato dos Bancários de Assis, Hélio Paiva Matos.
A greve dos bancários atingiu cerca de 15 cidades do Médio Vale Paranapanema, entre as quais Cândido Mota, Palmital, Cruzália, Pedrinhas Paulista, Maracaí, Quatá, Paraguaçu Paulista e João Ramalho. Apenas funcionários do Bradesco não aderiram ao movimento.
CAIXA E BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal garantem reajuste de 7,5% para todos os salários, sem a limitação proposta pela Fenaban, e elevação de 12,99% no piso salarial, que passa para R$ 1,6 mil. O BB promete ainda implantar uma classificação de mérito no plano de carreiras, cargos e salários, com efeito retroativo a 2006.
A Caixa também se compromete a elevar o piso para R$ 1.637 depois de 90 dias e oferece acréscimo linear de R$ 39 em todas as referências do Plano de Cargos e Salários. Além da proposta de PLR acordada na mesa unificada, a direção da Caixa promete 4% do lucro líquido da instituição, com distribuição linear para todos os funcionários.
