Faltando apenas 10 dias para o início do Rock Cidade, Assis se prepara para viver um dos momentos mais aguardados de sua cena cultural. Após mais de duas décadas, o festival retorna nos dias 15 e 16 de maio, na Praça da Bandeira, reunindo 12 bandas locais e regionais e tendo como grande atração o cantor Di Ferrero, vocalista da NX Zero, que encerra a primeira noite.
O evento, que é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Assis, por meio da Secretaria de Cultura, conta com entrada solidária com um litro de leite, que será destinado a entidades assistenciais do município. Com estrutura voltada para toda a família, durante o evento também haverá foodtrucks, lojinhas e brinquedos gratuitos para crianças.
Dentro desse cenário, o Portal AssisCity apresenta a segunda banda a subir ao palco na sexta-feira, 15 de maio, a Jajahaus, grupo que carrega em sua essência a experimentação sonora e o espírito coletivo do rock.

Do reencontro à criação: o nascimento da Jajahaus
A história da Jajahaus começa como muitas boas histórias do rock: reencontros, improvisos e uma energia criativa difícil de ignorar. Após anos tocando em bandas covers e compartilhando os mesmos círculos, os integrantes se reuniram novamente e, quase sem perceber, começaram a criar algo novo.
“Foi tudo muito espontâneo. A gente se reencontrou depois de um tempo e, de forma despretensiosa, começaram a surgir ideias autorais. Quando vimos, aquilo já tinha virado algo sério”, contou o vocalista Pedro Ribeiro ao Portal AssisCity.
A formação inicial surgiu com Pedro Ribeiro (voz e guitarra) e Victor Datsch (bateria), que começaram a desenvolver as primeiras composições baseadas em experiências pessoais, gravando demos caseiras. O projeto ganhou novos contornos quando Rui, amigo de longa data, foi convidado inicialmente para colaborar com a parte visual, mas acabou entrando de vez na banda.
“Chamamos o Rui para pensar nas artes e fotos, mas em um desses encontros começamos a tocar juntos e tudo fez muito sentido. Ele trouxe ideias que deram mais força às músicas”, relembra Pedro.
A formação se consolidou com a chegada do baixista Vitor Spera, conhecido na cena regional pelo seu groove e técnica apurada. “Quando o Vitor entrou, a banda realmente se completou. Trouxe peso, consistência e abriu ainda mais possibilidades para o som”, afirma.

Um nome nascido do acaso (e que virou identidade)
Se o som da banda nasceu da espontaneidade, o nome também segue essa mesma lógica criativa e carrega uma curiosidade que virou marca registrada.
“Quando começamos a banda, eu e o Victor gravávamos vários áudios no celular com as músicas que estávamos compondo e colocávamos nomes aleatórios para salvar”, revelou Pedro Ribeiro ao Portal AssisCity.
“Um desses áudios foi salvo como ‘Jajahaus’. A gente gostou tanto que decidiu adotar como nome da banda. É diferente, simples, não tem um significado exato, é abstrato, artístico”, completa.
Entre o grunge, o indie e o rock clássico
Com a formação definida, a Jajahaus passou a investir em um som que mistura referências e épocas. O primeiro registro, o EP “Suahajaj”, já apresenta uma identidade marcada por influências do grunge, indie e pop-rock, com produção de Marco Dower, do Estúdio Maestrya.
“Esse EP foi quase um laboratório. Ele representa um momento inicial da banda, ainda com algumas características mais voltadas ao indie e ao grunge”, explica Pedro.
Agora, o grupo trabalha em seu primeiro álbum completo, prometendo uma evolução sonora significativa. “O novo trabalho vem com mais dinâmica, mais groove e com composições realmente coletivas. Todo mundo participa, todo mundo experimenta”, destaca.
A proposta vai além dos rótulos. A banda busca referências que vão desde o rock dos anos 60 e 70, com elementos de swamp rock, até movimentos mais recentes como britpop, rock alternativo e indie contemporâneo.
“A gente gosta de explorar. Não quer ficar preso a um estilo só. O importante é que a música tenha verdade e identidade”, resume o vocalista.
O convite para o Rock Cidade
Para uma banda que ainda dá seus primeiros passos, o convite para o Rock Cidade chega como um divisor de águas.
“O festival apareceu no momento perfeito para a gente. É uma oportunidade enorme como banda e também para a cidade, que precisava de um evento assim, voltado para o rock”, afirma Pedro.
Mais do que visibilidade, a apresentação representa a chance de conexão direta com o público, algo essencial para quem constrói uma trajetória autoral.
O que esperar da Jajahaus no festival
Subindo ao palco como a segunda atração da noite de sexta-feira, a Jajahaus promete um show carregado de intensidade e entrega.
“A gente está se preparando muito para isso. Queremos entregar uma performance dedicada, com qualidade e, principalmente, muita energia”, garante o vocalista.
Com um som em construção, mas já carregado de identidade, a banda chega ao Rock Cidade como um retrato fiel da nova geração do rock regional: plural, inquieta e pronta para ocupar seu espaço.
Ao longo dos próximos dias, o Portal AssisCity segue apresentando as demais bandas que compõem o line-up do festival, revelando histórias, influências e o pulsar criativo que mantém o rock vivo em Assis e região.
