Segundo uma projeção do IBGE, em alguns anos, 30% da população terá mais de 60 anos, em virtude do aumento da expectativa de vida do brasileiro. Atualmente, para cada 100 crianças de zero a 14 anos há 24 idosos. Claro que isto significa uma evolução positiva. Entretanto temos que ter consciência de que não basta aumentar a longevidade de um povo sem melhorar a sua qualidade de vida. Por cultura, tradição e até preconceito, teoricamente, o brasileiro valoriza apenas a juventude. Via de regra, olha o idoso como passado e até como um ser descartável, vencido e que já “produziu tudo o que tinha de ter produzido”.
Nada mais desumano e retrógrado. Na cultura oriental as pessoas idosas são veneradas e tratadas com todo respeito. Quando os “cabelos brancos” aparecem é sinal de experiência de vida, diferentemente do que ocorre no Brasil, onde quando começam aparecer os sinais, que indicam avanço de idade, ela passa a ser excluída da sociedade, ao ponto de muitas vezes ser encarada como se não tivesse mais utilidade para nada. Esta prática infelizmente é oficializada pelas instituições. É o caso da ridícula legislação que rege o INSS no caso das aposentarias: dois de contribuir para o recebimento de dez ou mais salários mínimos é comum vermos nossos velhinhos recebem penas um ou dois.
Caso o povo de Assis me dê a honra de me colocar à frente de seu destino nos próximos quatro anos teremos programas especiais para esta facha de idade. Vamos criar o Fundo Municipal do Idoso com objetivos bem determinados: de início baseado em dados do IBGE serão cadastrados e acompanhados em suas necessidades básicas. É cristalino que, todo idoso tem direito a vida, ao respeito, ao atendimento de suas necessidades básicas, saúde, educação, moradia, justiça, transporte, lazer e ao esporte, como qualquer outro cidadão, independentemente da idade, raça, cor, condição financeira, dentre outras. Leis há que protegem a pessoa idosa no País, como a gratuidade nos transportes públicos, descontos de 50% em casas de teatro, cinema, circos, atendimento prioritário, dia municipal da vacinação e outros benefícios. Entretanto, não existe fiscalização para o cumprimento de tal legislação e o que temos visto são pessoas que passam de 60 anos, enfrentarem uma série de dificuldades tanto no convívio social, como nas suas próprias famílias, sendo vitimas do descaso e abandono em uma etapa tão difícil de suas vidas. Este será outro objetivo do Fundo Municipal do Idoso: fazer cumprir a legislação do Estatuto do Idoso.
O Fundo Municipal do Idoso deverá montar equipe multidisciplinar para seu acompanhamento e lhe proporcionar diversas atividades como avaliação de saúde, caminhadas, artesanato, trabalhos terapêuticos e culturais, jogos, sessão de vídeo e televisão, fisioterapia, entre outros, a fim de garantir qualidade de vida aos idosos independentemente de condição financeira. Para os mais carentes um centro onde pudessem receber refeições (café da manhã, almoço e lanche da tarde), visando integrar com os demais, e assim introduzi-los socialmente, sem a necessidade do asilamento.









