O ronco é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. As reclamações são as mais diversas, especialmente daqueles que são obrigados a conviver com esse som que atrapalha as noites de sono.
O médico pneumologista Luis Marcelo Rotondaro, de Assis, esclarece à população quais são os mitos e verdades a respeito do ronco e da tão temida apneia do sono.
Segundo Rotondaro, a principal causa do ronco é o estreitamento das vias aéreas durante a noite.
“Nossa laringe é uma estrutura muscular e, quando dormimos, nosso corpo todo relaxa. Como a laringe é constituída de músculos, ela relaxa também. Assim, o que pode ocorrer é um estreitamento da passagem do ar. O ronco nada mais é que a vibração das paredes da laringe, que pode chegar a casos mais extremos de apneia, que é o fechamento total da mesma”, afirma.
Algumas pessoas emitem um ronco bastante alto e constante, enquanto para outras o barulho é menos intenso. O doutor explica a causa dessa diferença.
“A quantidade de ronco ou de estreitamento da laringe depende de vários fatores, como grau de relaxamento da musculatura, infiltração de gordura na laringe, o que reduz seu calibre, bem como o tamanho da língua, circunferência do pescoço e posição da mandíbula”, afirma.
A apneia do sono é um problema que gera preocupação, pois ela consiste no fechamento parcial ou até total da laringe, o que faz o paciente parar de respirar por alguns instantes.
“A apneia do sono é uma síndrome que leva a uma fragmentação do sono e quedas de oxigenação repetidas. Assim, a qualidade de sono fica bastante prejudicada. O paciente vai acordar cansado, ter sonolência diurna e aumento da incidência de varias doenças, como pressão alta, colesterol e diabetes elevado, aumento do risco de doenças cardiovasculares e de derrame cerebral, além do risco de acidentes de carro e no trabalho pela sonolência”, explica.
A síndrome possui vários níveis e pode ser tratada, assim como o ronco.
“Existem alguns tratamentos consagrados para controle do ronco. Um deles é o aparelho intra-oral de avanço mandibular, que reposiciona a mandíbula, por meio de placas e parafusos, e aumenta o tamanho da laringe. A terapia com uma fonoaudióloga também é excelente, em que l os exercícios vão fortalecer a musculatura da laringe. Para a apneia, há o uso do aparelho de CPAP, uma mascara ligada a um gerador de fluxo que promove uma pressão positiva nas vias aéreas, impedindo o fechamento da laringe e, dessa forma, evitando o problema”, salienta.
Além destes, há diversas outras promessas de tratamentos eficazes. Na Internet são vários os anúncios que circulam para a solução destes problemas.
“Existem vários outros, mas sem comprovação científica adequada. Outras formas de tratamento estão relacionadas a hábitos de vida saudáveis, como manter o peso corporal, pois sabemos que o obeso tem uma incidência muito maior de apneia do sono e ronco, além da prática de atividades físicas e tratamento de doenças nasais, como rinites e desvio de septo nasal”, conclui.

O médico pneumologista Luis Marcelo Rotondaro










