A Polícia Militar do Estado de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a conduta de policiais militares suspeitos de agredir um homem de 24 anos e exigir a senha do celular durante uma abordagem em Cândido Mota, no dia 17 de dezembro de 2025, durante uma operação de combate ao tráfico de drogas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
O Portal AssisCity teve acesso a vídeo gravado que mostra o momento em que o homem é pressionado a informar a senha do telefone celular. Durante a abordagem, é possível ouvir o suspeito gemendo de dor, enquanto é supostamente agredido com chutes. Ainda conforme os registros em vídeo, ao perceberem que estavam sendo filmados, os policiais também teriam xingado e ameaçado o morador que realizava a gravação.
Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência e a conduta dos agentes envolvidos.
A ocorrência
De acordo com o boletim de ocorrência, a ação policial teve início após a PM receber uma denúncia anônima de tráfico de drogas em um bar localizado na Rua dos Apóstolos. Ao perceber a aproximação da viatura, o suspeito teria fugido do local, pulando muros de residências, até ser alcançado e abordado.
No registro oficial da ocorrência, consta apenas o “emprego de força moderada para a utilização de algemas” e que o homem foi encaminhado ao hospital com “escoriações decorrentes da fuga”. Durante a abordagem, foram apreendidos 147 pinos de cocaína, totalizando pouco mais de 100 gramas, além de R$ 80 em dinheiro e um telefone celular.
Segundo o boletim, foi solicitada posteriormente à Justiça a quebra de sigilo do celular do homem de 24 anos, a fim de auxiliar nas investigações. No momento da abordagem, não havia ordem judicial que autorizasse o acesso ao conteúdo do aparelho.
Após a prisão, o homem foi levado ao pronto-socorro para atendimento médico e, em seguida, encaminhado ao plantão policial de Assis. No local, a prisão em flagrante foi decretada e, posteriormente, convertida em preventiva. O suspeito permanece preso.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que “apura todas as circunstâncias dos fatos para adoção das medidas cabíveis” e ressaltou que “não compactua com excessos e pune com rigor qualquer desvio de conduta”.










