Em um ano em que as APAEs de todo o país estão lutando pela permanência da educação especial, em Paraguaçu Paulista a Presidente da APAE, Vilma Vasconcelos, que é grande defensora da causa, usa sua própria história para ter forças e continuar lutando pelas crianças especiais.
Vilma tem três filhos que são portadores de necessidades especiais. Ela explica que sempre esteve junto da APAE, especialmente para acompanhar os seus filhos e acabou se engajando nessa batalha.
“Eu tive problema de sangue e então eu tenho o Rodolfo, que é deficiente auditivo, o Alexandre, que tem um atraso mental e o Eduardo, que tem uma deficiência auditiva leve, mas eles são normais, são especiais e normais, então eu sempre estive ali na APAE como mãe”, disse.
Segundo Vilma, ela esteve presente em todos os momentos na educação de seus filhos e nesse período colaborava com as atividades da instituição, ajudava no grupo de mães, mas nunca cogitou ser presidente da entidade. Mas para ela, o fato de ser mãe de especiais, torna a causa ainda mais encantadora.
“A gente já tem esse mimo pelos filhos e pega aquelas outras crianças, que são todos filhos também, agora nós estamos com 107 alunos e eles são carinhosos, são um doce de criança, a gente chega lá e eles abraçam, beijam e são especiais, então é uma delicia estar ali e eu creio que foi Deus que me colocou ali”, ressaltou Vilma.
A presidente da APAE disse que reagiu bem quando soube que seus filhos tinham necessidades especiais e decidiu que faria por seus filhos o possível e o impossível.
“Deus manda e não manda para qualquer um, e mandou para mim e eu estou feliz com minha família e ainda peguei agora essa grande família, que é a entidade, e quem não quer trabalhar com essas crianças, é uma delicia”, garantiu.

Rodolfo, Eduardo e Alexandre ao lado da mãe, Vilma Vasconcelos










