Na última sessão da Câmara Municipal(10), os vereadores discutiram o projeto de Decreto Legislativo dos vereadores Edivaldo Vieira da Rocha e Paulo Japonês que concedia o Título de Cidadã Paraguaçuense a diretora do CENE, professora Lúcia Toshiko Shimamoto.
O que poderia ser apenas mais um dos inúmeros títulos concedidos pela Câmara tornou-se um embate que teve que ser decidido pela presidente Almira Ribas Garms. A Comissão de Constituição Justiça e Redação(CCJR), presidida pelo vereador Miguel Canizares entendeu que o projeto de Lei dos vereadores petistas era ilegal e deu o parecer contrário ao projeto, negando o título de cidadã paraguaçuense a professora Lúcia.
Um dos autores do projeto, vereador Edivaldo questionou na tribuna o posicionamento da Comissão que deu o parecer contrário ao projeto. “Em 2003 a diretora Lucia assumiu a direção da EE Diva Figueiredo da Silveira, e encontra uma escola em plena reforma, com inúmeras dificuldades com as obras. Foram inúmeros os desafios que a distinta Lúcia enfrentou, e hoje temos na escola “CENE” referencia na qualidade de ensino em nosso município. Lúcia é querida por toda sua equipe e por muitos alunos, sendo uma diretora amiga e cativante”, ressaltou o vereador.
O vereador Miguel Canizares, presidente da CCJR que deu o parecer contrário ao projeto de Lei explica que a professora Lúcia é merecedora do título mas, o projeto torna-se ilegal porque ela é remunerada pelo Estado.
O projeto de Decreto Legislativo recebeu quatro votos contra o parecer da comissão, sendo os votos dos vereadores, Paulo Japonês, Edivaldo Vieira, João Rio e Nilson da Barra Funda. Já os vereadores Miguel Canizares, Rodrigo Garms, Mauro Goldim e Rafael de Castro, votaram a favor do parecer que impedia conceder o título de cidadã paraguaçuense a diretora do CENE. A vereadora Almira Ribas Garms, presidente da Câmara teve a função de desempatar e votou contra o parecer da Comissão. No final, o projeto de Decreto legislativo continuará em tramitação para a votação em plenário.









