A Escola Estadual Carlos Alberto de Oliveira, em Assis, será, pelos próximos dois anos, espaço de construção coletiva, troca de saberes e promoção de uma educação antirracista com a chegada do Projeto Ubuntu – Co-construindo letramentos antirracistas no contexto escolar e em busca dos sentidos do tornar-se negro. A ação, fruto de uma parceria entre a Universidade Estadual Paulista (UNESP – Assis) e a escola, será coordenada pelo prof. Dr. Paulo Vitor Palma Navasconi, com apoio da profª. Dra. Lúcia Helena Oliveira Silva e do prof. Dr. Francisco Cláudio Alves Marques e com a vice direção Profa. Kedma Marta da Silva Ribeiro.
O projeto nasce do compromisso ético, político e pedagógico de fomentar práticas educativas que reconheçam e valorizem a diversidade racial, enfrentem o racismo estrutural e promovam a construção de identidades positivas entre crianças, adolescentes e toda a comunidade escolar. Inspirado no princípio africano do Ubuntu “Eu sou porque nós somos”, o projeto propõe ações que aproximem a universidade da escola pública e contribuam para uma formação integral, crítica e sensível à realidade brasileira. Sendo assim, o projeto busca construir, junto à comunidade escolar, vivências que resgatem o valor da coletividade, da solidariedade, do pertencimento e da ancestralidade. O foco está na escuta sensível, no diálogo e na produção de práticas pedagógicas que combatam as desigualdades e valorizem a diversidade racial, cultural e social.

Durante sua permanência na escola, o Ubuntu buscará promover rodas de conversa, oficinas temáticas, atividades artísticas, acolhimentos individuais e em grupo, formações para os(as) educadores(as), criação de materiais pedagógicos e outras ações pensadas a partir da realidade e das demandas locais. Todas as atividades serão cuidadosamente planejadas em parceria com a equipe da escola, respeitando os ritmos, saberes e trajetórias que ali existem.
O projeto conta com uma equipe composta por estudantes do curso de Psicologia, História e Letras da UNESP – Assis, que atuarão diretamente nas atividades escolares: Alisson Costa da Silva, Ana Júlia Batista Vieira Neto, Daniele Quintiliano dos Santos, Erika Gonçalves Bispo dos Santos, Gabriel Cardoso de Oliveira, Gabriel Henrique de Moraes, Hillary dos Santos Paixão, Janaina Santana Silva, Jessé Souza Lima, Késia Alves Silva, Laisa Whitney Silva Mendes, Larissa Ferreira Pedra, Larissa Pereira Batista, Ledayane da Silva Oliveira, Luana Carolina Medeiros, Luciano de Oliveira Costa Junior, Luiza Helena Neres Sebastião, Maria Eduarda Martiniano Santos, Milene Cristina Alves, Rafael Henrique dos Santos, Rafael Oliveira Lopes, Ruan Kaique Alves Ferreira, Sagarana Cristina Nascimento dos Santos e Alice Neves Almeida da Silva.
A chegada do Projeto Ubuntu à escola representa não apenas uma iniciativa acadêmica, mas também um gesto político de valorização da educação pública, das juventudes, em especial a juventude negra e da potência das escolas que, diariamente, lutam para formar sujeitos críticos, conscientes e afetivamente implicados com o mundo.
Porque quando a universidade se coloca a serviço da escola pública e da justiça social, brota um tipo de saber que não cabe apenas nos livros: cabe nos olhos que brilham, nas mãos que se dão, nas palavras que acolhem, e nas histórias que se contam e se recontam com orgulho, coragem e ternura. Ubuntu é sobre isso: tornar-se com o outro. E juntos, escola e universidade, podemos muito.
Assessoria de Comunicação










