A Associação Cultural de Apoio à Banda Musical Infanto Juvenil de Assis (ASCABAMA) tomou a decisão de fazer rifas de um notebook para arrecadar dinheiro com o objetivo de pagar o salário de funcionários e contas atrasadas em decorrência do convênio não firmado para este ano com a Prefeitura Municipal de Assis e a Fundação Assisense de Cultura (FAC), e,caso o imbróglio não seja resolvido a entidade pode parar de funcionar.

O publicitário de Cândido Mota /SP, Lincoln Carvalho, que também é músico, reconhece o importante trabalho da ASCABAMA, e a ideia de fazer rifas em prol da Associação foi dele, e a iniciativa foi passada adiante para o Conselho Fiscal da instituição.

“Conversei com o Conselho Fiscal da ASCABAMA para tentar ajudar esta instituição que desenvolve atividades por meio de seus cursos e Banda, uma vez que seu trabalho é fundamental para a população assisense, pois ao longo dos anos vem formando grandes músicos, de modo que tira muitas crianças das ruas ao ensinar atividades do ramo musical”, diz o publicitário.

A ideia de Lincoln é vender 2.500 números de rifas no valor de R$10,00 para amenizar a falta da parceria com a Poder Público de Assis, no qual os funcionários da ASCABAMA não recebem desde janeiro, e os cursos oferecidos gratuitamente podem parar de funcionar.

Na visão do publicitário, a Associação precisa de orientação, o que já está sendo feito por um advogado voluntariamente que está dando respaldo para a Escola de Música.

Silvia Alves, que é uma das responsáveis pelo Conselho Fiscal da ASCABAMA, afirma que existe uma espera para conversar com a administração da FAC e da Prefeitura.

“O convênio para este ano não foi assinado ainda, e por isso nenhuma conta foi paga e o salário dos funcionários também não foram realizados. A nossa instituição não possui renda alguma, pois oferecemos cursos gratuitos, e o nosso objetivo não é arrecadar, e sim ofertar cursos de música de grande qualidade”, afirma Silvia.

De acordo com a conselheira, a instituição possui 280 alunos e cinco funcionários, sendo que estes não recebem desde janeiro.

“Nossos funcionários estão trabalhando por amor à arte musical, e é duro não ter salário. Os maiores prejudicados, entretanto, são as crianças,pois os cursos que oferecemos são de suma importância. Precisamos do apoio da população assisense e o dinheiro que pretendemos arrecadar com a rifa ajuda, mas não é o suficiente, pois o convênio disponibilizaria para nós R$136.000,00”, explica.

O outro lado

O assessor da Diretoria da FAC, Paulo Vessoni alega que a FAC está verificando as contas da instituição para resolver o imbróglio.

“Estamos verificando as informações e as contas. Assim, dentro de uma ou duas semanas o nosso Conselho vai marcar uma reunião com o pessoal da ASCABAMA , enquanto isso a prestação de conta de 2014 deles está sendo apurada. Se aprovada, a Associação Musical deve ser notificada para a apresentação da documentação a fim de receber o dinheiro do convênio. Gostaria de frisar que a FAC possui muito cuidado e respeito com esta instituição”, explica.

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