Existem visitas que a gente faz e que ficam. Não pela agenda, não pela formalidade, mas pelo que a gente sente ao estar ali. Foi exatamente isso que vivi ao conhecer o polo da ‘Associação Basquete Paraguaçu’ em Assis.
Mais do que uma quadra e uma bola, o que encontrei foi propósito.
Cerca de 80 crianças atendidas, aprendendo diariamente valores que muitas vezes não estão nos livros: disciplina, respeito, convivência e, principalmente, perspectiva de futuro. E isso não acontece por acaso. Existe método, existe dedicação e, acima de tudo, existem pessoas comprometidas.
Ao olhar para aquele espaço, é impossível não voltar no tempo. Eu mesmo fui formado dentro do esporte. Comecei na base com o professor Pantera (Maurício Scarabelo) e segui minha trajetória de atleta com nomes como Márcio Kanthack, Benedito, e o professor Urubatan Passini. Pessoas que não apenas ensinaram fundamentos, mas ajudaram a formar caráter.

E talvez seja por isso que esse tipo de iniciativa me toca tanto.
Porque eu sei, na prática, o impacto que o esporte tem na vida de uma criança.
Ver hoje o professor Beto Barroso à frente desse trabalho, dando continuidade a um ciclo que também fez parte da minha história, mostra que quando o esporte é levado a sério, ele cria raízes. E essas raízes transformam gerações.
Mas é importante dizer: projetos assim não se sustentam sozinhos.
Eles precisam de apoio, de estrutura e de pessoas que acreditam. Nesse sentido, é justo reconhecer a parceria com a deputada federal Maria Rosas, que tem contribuído para que iniciativas como essa aconteçam e cheguem onde realmente precisam chegar: na ponta, nas crianças, nas famílias.
Valorizar o esporte de base não é apenas incentivar uma modalidade. É investir em prevenção, em educação e em cidadania.
E talvez esteja aí uma das reflexões mais importantes.
A gente precisa, cada vez mais, olhar para esses projetos com a seriedade que eles merecem.
Não como algo complementar, mas como parte essencial de qualquer estratégia de desenvolvimento social.
Porque no fim das contas, não estamos falando apenas de basquete.
Estamos falando de oportunidades.
E toda vez que uma criança encontra uma oportunidade, a cidade inteira ganha.
Rodrigo de Souza: Publicitário, mestre em Comunicação e ex-jogador de basquete, que acredita no esporte como ferramenta de transformação social.










