O servidor municipal Rinaldo Benedito dos Santos, 43, se apresentou na tarde de quinta-feira à polícia e confessou ter matado a esposa, a cozinheira Marta Ferreira da Silva Santos, 38, no último dia 9, no 12º homicídio do ano em Marília, ocorrido na Vila Barros. Ele estava foragido desde o dia do crime. Após prestar depoimento, ele foi encaminhado à cadeia pública de Garça, já que havia pedido de prisão temporária de 30 dias contra ele.
De acordo com o delegado da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Celso Borlina, responsável pela investigação do assassinato, o servidor compareceu na delegacia acompanhado do advogado Luiz Carlos Clemente e afirmou ter matado a mulher após uma discussão, além de desconfiar de que ela teria um amante.
“Ele disse ter descoberto ligações no celular dela. No início do ano, a vítima também se negaria a ter relações sexuais com ele dizendo que estava com uma infecção urinária, mas ele teria descoberto que ela teria pego uma doença venérea, aumentando ainda mais a desconfiança”, conta.
Ainda segundo Borlina, o casal brigou naquela manhã pela falta de gás de cozinha e Marta teria ameaçado Rinaldo com a faca. Em seguida, já de posse do objeto e após ser ofendido, o servidor a atacou. “Ele afirmou estar fora de si e, ao se dar conta do que tinha feito, pensou em se matar”, finalizou o delegado, que confirmou que Rinaldo responderá por homicídio qualificado por motivo fútil.
Laudo pode derrubar defesa
A defesa do servidor Rinaldo Benedito dos Santos, 43, de que teria se motivado no assassinato em uma possível traição da esposa, a cozinheira Marta Ferreira da Silva Santos, 38, pode ser derrubada pelo exame grafotécnico. O delegado Celso Borlina conta que o filho do casal, de 18 anos, encontrou cartas e cartões no armário da mãe.
“O material foi entregue pela defesa a polícia, que também apontou um nome como sendo do amante da vítima. Localizamos este homem, que negou qualquer contato com a vítima. Solicitamos o laudo grafotécnico, que vai dizer se as cartas foram escritas por ele ou não. Analisando a grosso modo, a grafia parece ser diferente”, afirma Borlina.