Completa-se nesta nesta segunda-feira, dia 6 de abril, um mês da morte de Genseli Cristina Alves do Paraíso, de 27 anos, vítima de um grave acidente de trabalho envolvendo a explosão de um silo na Coopermota, ocorrido em 22 de fevereiro, na cidade de Cândido Mota. A jovem chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dias após ser transferida para um hospital especializado na cidade de Bauru.

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Passados mais de 30 dias desde o acidente, familiares ainda convivem com a dor da perda e com a falta de respostas sobre as circunstâncias que levaram à tragédia. Procurada pelo Portal AssisCity, a família afirmou que, até o momento, poucas informações oficiais foram apresentadas.

Segundo os relatos, o tempo já seria suficiente para que ao menos parte das explicações começasse a surgir. No entanto, até agora, o que predomina é a ausência de esclarecimentos públicos sobre o caso.

Explosão aconteceu na manhã do dia 22 de fevereiro – FOTO: Arquivo/Portal AssisCity

“Até agora, nós da família não temos nenhuma informação sobre o inquérito policial, nem sobre um laudo pericial conclusivo que explique o que realmente causou a explosão. Também não tivemos nenhum esclarecimento oficial detalhando o que provocou esse acidente”, afirmou Carlos Felipe.

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Segundo ele, além da dor da perda, a família também convive com a angústia provocada pela falta de respostas. “Estamos tentando lidar com o luto, com a saudade e com a ausência repentina da minha irmã. Mas também é muito difícil conviver com essa angústia de não saber exatamente o que aconteceu”, disse.

Suspeita é de que a esteira do sistema do silo tenha travado e causado a explosão – FOTO: Defesa Civil de CM

Para ele, um caso como esse precisa ser investigado com seriedade. “Um acidente com explosão, ainda mais em ambiente de trabalho, precisa de uma investigação rigorosa, com apuração técnica, transparência e respostas das autoridades. A dor de perder alguém que a gente ama já é enorme. Mas a falta de respostas sobre o que aconteceu acaba aumentando ainda mais esse sofrimento.”

Por fim, Carlos reforça que o que a família espera agora é que o caso seja devidamente apurado. “O que a gente espera não é só empatia. A gente precisa de ação. Que os órgãos responsáveis cumpram o papel deles, que a investigação avance e que a verdade venha à tona.”

Posicionamento da Coopermota

Procurada pela reportagem, a Coopermota informou, por meio de nota, que segue prestando apoio à família da colaboradora e reafirmou seu pesar pela morte da jovem.

“A Coopermota manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da colaboradora Genseli Cristina Alves do Paraíso há exatos 30 dias e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.

Desde o ocorrido, a cooperativa tem prestado apoio contínuo à família, acompanhando de perto toda a situação, com equipe interna dedicada e suporte a todas as necessidades e desdobramentos que surgiram ao longo desse processo.

A cooperativa reafirma seu respeito à memória da colaboradora e seu compromisso de cuidado com as pessoas.”

Ao menos cinco pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros – FOTO: Defesa Civil de CM

Investigação

A reportagem do Portal AssisCity entrou em contato com a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis e com a Delegacia Seccional de Assis para obter informações sobre o andamento das investigações relacionadas à explosão.

Em resposta à demanda da reportagem, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que, neste momento, ainda não é possível determinar um prazo para a conclusão do inquérito.

“Consoante informações prestadas pela autoridade policial presidente da investigação, esta ainda segue em curso, não sendo possível, neste momento, precisar o tempo necessário para a conclusão das investigações diante da complexidade dos fatos, com provas periciais e testemunhais que estão sendo produzidas”, informou a Polícia Civil em nota.

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