13 de Dezembro de 2018
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Cândido Mota está em situação de risco para o Aedes aegypti, alerta Secretaria Estadual de Saúde

Classificação dos locais é calculada com base no Índice de Infestação Predial (IIP)

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou nesta segunda-feira, 3, os municípios que estão em situação de risco para o Aedes aegypti. Cândido Mota aparece na listagem, que inclui 42 cidades no total, com um Índice de Infestação Predial (IIP) de 4,9.

A Secretaria orienta os municípios paulistas a prosseguirem com as ações de combate ao Aedes Aegypti por, pelo menos, mais uma semana, reforçando a campanha estadual "Todos juntos contra o Aedes aegypti”.

A estratégia segue a orientação do Ministério da Saúde para que as medidas de combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya, sejam realizadas até o dia 8 de dezembro, quando deve ocorrer um segundo ‘Dia D’ no país. A finalidade é mobilizar sobretudo as cidades que estão com índices elevados de proliferação do mosquito (confira relação abaixo).

Ações educativas e varreduras de espaços públicos para prevenção das doenças e do controle do vetor podem e devem ser continuadas em todas as áreas, em especial os imóveis públicos. Os municípios têm a recomendação para fazer as atividades conforme a necessidade de cada local, incluindo medidas como distribuição de materiais informativos e educativos, rodas de conversas e oficinas, a fim de estimular e conscientizar a população quanto à importância da retirada e eliminação dos criadouros existentes nas casas.

Durante a "Semana Nacional de Mobilização contra o Aedes Aegypti”, realizada entre os dias 26 e 30 de novembro, além das atividades programadas por cada Prefeitura, houve ênfase no trabalho de campo para combater a proliferação do mosquito em áreas públicas, com apoio de órgãos públicos em geral.

O primeiro ‘Dia D’ de combate ao mosquito foi na sexta-feira, 30 de novembro, com a intensificação do trabalho de campo, com atuação de agentes públicos e sociedade civil, sobretudo em municípios e áreas com maiores índices de infestação.

As atividades realizadas no decorrer da campanha foram coordenadas intersecretarialmente pela Sala de Comando e Controle Estadual das Arboviroses, com trabalho de campo e orientação da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).

"É fundamental trabalharmos para eliminar os potenciais criadouros do Aedes aegypti, de forma eliminar as possibilidades para o mosquito se reproduzir no período de verão e de chuvas. Contamos com o apoio de toda a população para trabalharmos juntos nessa tarefa", afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Marco Antonio Zago.

Cenário

Balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados informados pelos municípios paulistas por intermédio do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), mostra que o número de casos de dengue no Estado caiu 99% em dois anos: de 678.031 em 2015, para 162.497 em 2016, e 6.269 em 2017. Em 2018, até 6 de novembro, foram confirmados 9.181 casos autóctones da doença.

Com relação à chikungunya, SP registrou, neste ano, 209 casos autóctones. No ano passado inteiro foram confirmados 354 casos. Quanto ao zika vírus, foram confirmados 123 casos autóctones em 2018. Em 2017, foram 121 casos.

Segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado entre outubro e novembro, dos 638 municípios avaliados, 406 apresentam situação satisfatória, 190 estão em alerta e 42 em risco (veja a seguir).

A classificação de um local como satisfatório, alerta ou risco é calculada com base no Índice de Infestação Predial (IIP). Esse indicador entomológico é calculado pelo número de recipientes com presença de larvas de Aedes aegypti em 100 imóveis pesquisados, sendo considerados satisfatórios aqueles com até 1; alerta, de 1 a 3,9; e risco, acima de 3,9.

Municípios em situação de risco para o Aedes aegypti:



Redação AssisCity com informações da Secretaria Estadual de Saúde/ Foto: Ilustrativa
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