O homem que foi acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos com retardamento mental na cidade de Cândido Mota, no ano passado, foi preso por policiais militares na tarde de terça-feira, dia 15, no referido município. A avó da menina procurou a polícia para denunciar os abusos, em setembro de 2012.

O motorista da perua que transportava alunos às escolas, e que foi denunciado, estava foragido. V. S. foi preso quando saia da casa de um parente em Cândido Mota. Informações extraoficiais dão conta de que ele teria deixado a cidade e ido para o Mato Grosso do Sul após saber que a polícia o procurava pelos abusos.

A prisão do “peueiro”, estava decretada pela justiça do Fórum da Comarca de Cândido Mota.Após ser ouvido na delegacia de Polícia Civil o homem foi encaminhado a unidade prisional destinada a autores de estupro, onde permanecerá até decisão da Justiça.

O CRIME

Na primeira quinzena de setembro de 2012, a estudante de 13 anos, que tem retardo mental, relatou à professora que o motorista da perua estava abusando dela. De acordo com os relatos, os abusos foram ficando cada vez mais ofensivos, sempre em um canavial perto da Vila Pires, antes que fosse levada para casa.

O homem, segundo a vítima, começou os abusos passando a mão no seu corpo, depois,passou a beija-la na boca.

Nos dias seguintes teria havido toques íntimos e penetração até mesmo quando a vítima estava menstruada. Ela chegou a contar que certa vez ficou com dores na barriga e quadril. O último abuso ocorreu no dia da denúncia, quando foi levada perto de uma fábrica e ainda era questionada, a todo momento, “se estava gostando daquilo”. A estudante foi encaminhada ao Projeto Pétala do Hospital Regional e passou por exames de corpo de delito para a Polícia Civil de Cândido Mota prosseguir com a investigação.

Na época, o delegado de Cândido Mota ouviu uma conselheira tutelar, a vítima e a avó, que é sua responsável. Ela relatou que tem problemas de saúde e, por isso, foi à Secretaria Municipal da Educação da cidade para que a neta voltasse da escola na perua escolar, sendo escalado para o transporte o motorista que já a atendia quando era assistida na Apae. Hoje, a estudante frequenta uma escola estadual, no Centro da cidade.

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