Ação ousada deslocou cerca de dez viaturas da polícia militar ontem, no centro da cidade. Seis homens, pelo menos três armados de revólver, fizeram cinco reféns durante assalto a residência em plena luz do dia.
Por volta das 13h, bando invadiu um imóvel na avenida Santo Antônio, onde residem quatro jovens. Todos tiveram o rosto coberto por camisetas, foram algemados e levados ao banheiro da casa.
Enquanto dois assaltantes vigiavam os reféns, os demais escalaram e pularam muro que dá em quintal de outra residência na avenida Rio Branco. No imóvel, estava apenas a empregada doméstica. Casal morador da residência está em viagem.
A mulher foi amordaçada com fita adesiva, também algemada e levada para o banheiro. Enquanto um deles ficava com a doméstica, outros três foram direto a um dos quartos da residência. Bando levou maçarico, o que indica que já sabiam da existência de um cofre. Na fuga, bando deixou cair uma pulseira, o que indica no interior do cofre havia joias. O maçarico foi deixado no quarto.
Vizinhos notaram movimentação estranha e acionaram a polícia por volta das 14h. Testemunhas afirmaram que os bandidos fugiram pela Santo Antônio sentido avenida Presidente Roosevelt – Rodovia do Contorno em Volkswagen Gol preto, no entanto as placas não foram anotadas.
Uma das vítimas afirmou aos policiais que a quadrilha tinha um rádio que transmitia a frequência da PM. Várias buscas foram feitas na cidade, porém nenhum suspeito foi encontrado e preso. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foi designada para desvendar a autoria do crime.
DDM aguarda novo resultado
Celso Borlina, delegado da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) responsável pelo caso, disse a reportagem do Diário ter sido informado da soltura de Leandro através da imprensa.
“A prisão de Leandro aconteceu dentro do que diz a lei. A vítima o reconheceu com 100% de certeza através de fotos e pessoalmente. É estranho que tenha dado negativo, mas não há como discutir”, afirmou.
Ainda de acordo com Borlina, um novo exame foi requisitado. Desta vez, serão analisadas as roupas que a jovem usava no dia que foi atacada. No primeiro exame foram comparados líquido seminal colhido da vagina da vítima com o material do acusado.
“Há vestígios de sangue e esperma (nas roupas). Este novo laudo nos dirá se Leandro é ou não o agressor”, conta. A previsão de entrega deste exame é de 60 dias.









