A morte recente do fisiculturista Gabriel Ganley, investigada após complicações cardíacas associadas ao uso de anabolizantes, reacendeu o debate sobre os riscos dessas substâncias, principalmente entre jovens e frequentadores de academias.

Em entrevista ao Portal AssisCity, a médica cardiologista e professora universitária Nina Azevedo destacou que, apesar da grande repercussão do caso, esse tipo de situação não é incomum. “Infelizmente, isso não é incomum. O uso indiscriminado de anabolizantes pode causar doenças cardiovasculares e até levar à morte”, afirmou.

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Segundo a especialista, os anabolizantes podem provocar hipertensão arterial, engrossamento do músculo do coração, arritmias malignas, infarto, AVC e insuficiência cardíaca.

Ela também alertou para a falsa sensação de segurança, principalmente entre os mais jovens. “Existe uma falsa impressão de que, por ser jovem ou por ter acompanhamento médico, a pessoa está segura. Isso não é verdade”, explicou.

A médica ressaltou que a pressão estética impulsionada pelas redes sociais tem levado muitas pessoas a colocarem a saúde em segundo plano. “Não é uma busca pela saúde, é uma busca pela estética a qualquer custo. Um corpo legal é um corpo saudável”, destacou.

Nina ainda chamou a atenção para os riscos entre mulheres e adolescentes. Nas mulheres, o uso indiscriminado pode causar alterações permanentes, como engrossamento da voz, aumento de pelos e desequilíbrios hormonais. Já entre os adolescentes, os impactos podem comprometer o desenvolvimento natural do organismo.

Ao final, a cardiologista deixou um recado para pais, influenciadores digitais e frequentadores de academias. “Tenham responsabilidade. Hoje, todo mundo influencia alguém nas redes sociais. Saúde não tem preço, tem valor. Muitas vezes, a gente só percebe isso quando perde e, às vezes, já é tarde demais.”

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