Em ano de Copa do Mundo, o técnico da seleção brasileira é figura tão importante quanto o presidente da República. Nesta terça-feira, todas as atenções do país estarão voltadas para Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga. Às 13h, em um hotel na Barra da Tijuca, ele vai anunciar a lista com os 23 jogadores convocados para disputar a Copa do Mundo da África do Sul, onde o Brasil vai lutar por seu sexto título mundial.
Há muitos nomes certos, outros bem cotados e algumas poucas dúvidas. O treinador vai ou não convocar Paulo Henrique Ganso e Neymar, as duas sensações do futebol brasileiro neste primeiro semestre? E Ronaldinho Gaúcho, vai disputar sua terceira Copa? Adriano merece ser convocado? A expectativa é tão grande que o jogadores do Santos, que quarta-feira enfrentam o Grêmio, em Porto Alegre, pelas semifinais da Copa do Brasil, pediram à direção para só seguirem para o aeroporto depois que a lista for anunciada. Estão todos torcendo por Paulo Henrique Ganso e Neymar.
Sem jamais ter dirigido um time na vida, Dunga assumiu a seleção brasileira em agosto de 2006, um mês após o fracasso da seleção na Alemanha. Sua missão era fazer uma faxina no grupo que decepcionara, dentro e fora de campo, durante o Mundial.
Números incontestáveis
Ele afastou nomes de peso, como Ronaldo e Roberto Carlos, e deixou Kaká e Ronaldinho Gaúcho na geladeira inicialmente. O primeiro, eleito o melhor do mundo em 2007, recuperou seu espaço e hoje é um dos líderes do grupo. O segundo teve várias chances, mas jamais convenceu o treinador. Hoje, está na mesma expectativa de Ganso e Neymar. Como se também fosse um novato.











