Na tarde da última quarta-feira, 9, aconteceu uma briga entre três alunas da Escola Estadual Dr° Clybas Pinto Ferraz. Ana Paula Cateli, mãe de uma das envolvidas, conta que sua filha de 12 anos apanhou de outras duas garotas na sala de aula da instituição escolar e passou pelo atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de onde recebeu alta por volta das 12 horas na última quinta-feira, 10.
Segundo Ana Paula, a escola nada fez para apaziguar a situação.
“A minha filha é uma excelente aluna, mas a partir do momento que uma aluna que estudava em uma escola do Bairro Maria Isabel veio para o Clybas e se juntou com outra estudante da mesma sala, a vida da minha filha mudou para pior na escola, até que resultou na briga e as meninas bateram nela e deram murros. A escola nada fez, aí resolvi recorrer à Polícia, registrei a ocorrência por lesão corporal junto a Vara da Infância e Juventude”, conta.
De acordo com a mãe da menina, o conflito se iniciou a partir do momento que uma das meninas envolvidas na briga foi até a sua casa para dizer que sua filha estava faltando às aulas juntamente com as outras envolvidas, no entanto Ana Paula afirma que foi verificar a situação e constatou que sua filha não se ausentava da sua rotina de estudante.
“A partir deste ocorrido, a minha filha passou a sofrer ameaças. Desse modo se ausentou dez dias da escola, por medo de apanhar das outras garotas. Aí comecei a falar para ela que deveria voltar para a escola e ela voltou para as aulas normalmente, mas acabou resultando nesse conflito”, diz.
“Chamei a Polícia antes de sair da escola, no momento o pai de uma das meninas que bateram na minha filha brigou comigo”, acrescenta.
A mãe conta que sua filha ficou dois dias hospitalizada na UPA, em decorrência dos ferimentos por quase todo o corpo, e conta também que a garota está traumatizada, temendo voltar à escola. Agora, na manhã desta sexta-feira, já de alta, a menina está na Santa Casa fazendo avaliação ortopédica.
A reportagem do AssisCity procurou a escola e a Diretoria de Ensino de Assis. Ambos os órgãos não quiseram se manifestar sobre o ocorrido, desse modo houve o contato com a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que emitiu a seguinte nota:
“A Diretoria Regional de Ensino de Assis repudia qualquer ato de violência e conta com a participação dos pais e da comunidade para impedir que ocorrências desse tipo atrapalhem o ambiente escolar. A direção da Escola Estadual Clybas Pinto Ferraz acionou os responsáveis pelas estudantes, que compareceram à instituição de ensino, e tomou as medidas necessárias. Cabe esclarecer que a unidade desenvolve programas preventivos e designou um professor-mediador – capacitado com técnicas de justiça restaurativa, mediação de conflito e identificação de vulnerabilidades – para acompanhar o caso”.
O Conselho Tutelar de Assis foi ouvido pela reportagem. De acordo com o conselheiro tutelar, José Otávio de Gois Botega, a função do órgão é “orientar a escola e a família dos menores envolvidos, e no caso, se houve lesão corporal, a ação deve ser policial”, disse.

Menina internada na UPA










