Os caminhoneiros continuam parados com seus caminhões no estacionamento do antigo Posto Marajó que fica à beira da Rodovia Raposo Tavares (SP 270), na altura do quilômetro 447.

São mais de 200 caminhoneiros e 300 caminhões mobilizados. Cristiano Obreli é um dos representantes do movimento e afirma que o serviço permanece parado, assim como as entregas estão suspensas. Na manhã desta terça-feira será realizada uma nova assembleia para deliberar o movimento. “Já estamos conversando com todos por aqui e queremos continuar o movimento, nossa causa é justa e nobre, estamos tendo muito apoio”, conta.

Apesar de algumas entidades terem aceitado a proposta feita pelo governo para encerrar a greve, que já dura 9 dias, em Assis Cristiano conta que o movimento é formado por caminhoneiros autônomos, pequenas transportadoras, empregados e carreteiros. Neste domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais, no entanto, Cristiano disse que a categoria continua insatisfeita. “Nós não estamos satisfeitos com a proposta. Queremos que o preço do óleo diesel baixe e varie entre R$2,50 e R$2,60, a proposta do governo hoje está R$3,20. O movimento também quer um preço mínimo da tabela de frete e que o pedágio não seja cobrado para os eixos erguidos, porém por meio de lei e não via decreto como o presidente Michel Temer anunciou”.

Em Assis o movimento é ligado a outros grupos de cidades da região como Paraguaçu Paulista, Maracai, Tarumã, Cândido Mota, Ourinhos, Santa Cruz, Itapetininga e outras cidades.

Com o alto custo da rodagem dos caminhões, Cristiano conta que cada dia que passa há menos caminhões novos nas estradas. “A frota do país está diminuindo, ninguém está comprando caminhão novo porque nossa profissão está ficando inviável em nosso país. Aí, os caminhoneiros começam a ficar ainda mais preocupados porque não terão onde trabalhar. As empresas estão cada vez mais diminuindo os caminhões”, explica.

GREVE

Ao menos cinco entidades de caminhoneiros dizem que aceitam a proposta feita pelo governo para encerrar a greve. Elas afirmam que estão comunicando os grevistas sobre o fim do movimento. Outras entidades e lideranças, como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e o Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos, não tratam a paralisação como encerrada. Outros representantes ainda afirmam que nem todas as reivindicações foram atendidas. Cristiano explicou que a decisão foi unilateral de apenas algumas entidades. “Na região não temos sindicato que representa os caminhoneiros, se essas entidades que aceitaram a proposta estivessem com boa intenção eles teriam passados pra todos e decidiríamos coletivamente, não foi isso que acontece. Não entendemos porque fizeram o acordo, com autorização de quem e com qual intenção”, finaliza.

Caminhoneiros entram no 9º dia de greve em Assis e continuam no antigo Posto Marajó

Caminhões e caminhoneiros estacionado no antigo Posto Marajó

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