*Por Diego Faustino

Faltando pouco mais de cem dias para o início do Mundial, o Brasil recebe após 64 anos novamente outra Copa do Mundo. Acima de tudo, receber o maior evento esportivo do planeta é colocar os holofotes em nossa direção, apresentando ao mundo inteiro nosso desenvolvimento, cultura, infraestrutura, entre outros setores, mas também nós tornando muito vulnerável, quando a gente entra em um setor chamado segurança-pública.

Não queria escrever este artigo para dar números bilionários, valores e cifrasdesacerbadas nesse mundial, aeroportos reformados, estradas reestruturadas, investimentos milionários de cada estádio que vai sediar os jogos, entre outros aspectos de economia que atingiu o Brasil durante esse tempo, até mesmo porque toda a população que tem senso comum sabe sobre esses orçamentos exagerados, mas o que me chama mais atenção, é que poucos países são capazes de realizar uma Copa do Mundo sem ajuda de cofres públicos. Não pense que o governo federal, a união, os estados vão ficar de fora dessa grande festa, é claro que no Brasil, parte da verba virá dos cofres da Confederação Brasileira de Futebol (CBF),mas, entretantoos gastos de infraestrutura ficarão por conta do estado. A CBF, como se sabe, é como se fosse uma casa de Padres, ou seja, um verdadeiro seminário, tudo o que a querida FIFA falar, a CBF, diz amém.

Há brasileiros e brasileiras que são contra a realização desse mundial, há também pessoas a favor, a grande mídia, o marketing, e o merchandising, diz que a copa esta voltando para a casa, mas de fato se nós somos conhecidos como o país do futebol, porque não somos conhecidos lá fora como um país de qualidade de vida, uma nação onde a educação e a saúde são de excelência, mas enfim não quero fazer uma leitura sobre a situação do nosso país, como se nós não soubéssemos, como a vida vai ter que continuar depois do dia 13 de Julho. O que realmente importa é ressaltar, que a copa é muito mais que construir estádios, investir em aeroportos, e estradas. Em primeiro lugar o nosso governo tem que priorizar nossa segurança-publica, investimentos urgente na saúde que está um verdadeiro caos, pensar um pouco mais na educação que é a mola propulsora para um futuro melhor dessa nação, depois que terminar o mundial, é preciso pensar em melhorias urbanas como expansão de linhas de metrô, melhorias no sistema de transportes das grandes capitais.

Não queria pensar que foi um chilique do francês JérômeValcke, o secretário-geral da FIFA, quando ele disse que o Brasil precisava levar um pé na bunda. Ele jamais falaria isso se não soubesse exatamente como a banda toca aqui. Como um bom brasileiro e apaixonado pelo futebol tupiniquim, vou torcer pela nossa seleção, mas sem esquecer também de doistesouros valiosos que nós temos e que nunca vai sair de campo, e não tem preço que se pague. Trata-se do nosso Caráter Humano e Dignidade.

[left]

Cem dias para a Copa, Mundial sem risco

[/left]*Por Diego Faustino

Jornalista formado pela Fundação Educacional do Município de Assis

Share.
???? Participe do canal do Assiscity no WhatsApp na região

NOSSOS COLUNISTAS