A Polícia Civil de Assis, por meio das unidades especializadas DIG e DISE, prendeu na tarde desta quarta-feira, 25 de fevereiro, o comerciante de 51 anos investigado pela morte do pedreiro Samuel da Silva, de 39 anos.
O crime ocorreu na noite de terça-feira, 24, no Parque Colinas, em Assis. Samuel foi agredido após supostamente subtrair uma garrafa de bebida alcoólica do tipo “corote”, avaliada em R$ 4,50, de um estabelecimento comercial. Ele foi socorrido ao Núcleo de Atendimento Referenciado (NAR), mas não resistiu e morreu.

As investigações tiveram início imediatamente após o registro da ocorrência. Com base nos elementos probatórios reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão temporária, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida nesta quarta-feira. O suspeito se apresentou na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis, acompanhado de advogados, onde teve o mandado formalizado.
Em depoimento, o investigado afirmou que não tinha intenção de matar a vítima e que apenas quis “dar um corretivo”, alegando estar cansado de furtos no comércio. Ele declarou estar arrependido.
A Polícia Civil teve acesso ao vídeo gravado pelo próprio comerciante durante as agressões. O material integra o conjunto de provas analisadas no inquérito.
Inicialmente, o caso é tratado como homicídio qualificado por motivo fútil, em razão da desproporcionalidade entre a conduta e o resultado. No entanto, a investigação segue em andamento para apurar se houve intenção de matar, assunção de risco ou se o caso poderá ser reclassificado para lesão corporal seguida de morte, cumulada com exercício arbitrário das próprias razões.
O Instituto Médico Legal (IML) de Assis deverá apontar, por meio de laudo pericial, se a morte decorreu exclusivamente das agressões ou se houve concausa relacionada a comorbidades preexistentes da vítima. Informações preliminares indicam que Samuel possuía saúde fragilizada, mas que as agressões podem ter desencadeado o evento morte.
O comerciante permanecerá preso temporariamente pelo prazo inicial de até 30 dias, período em que as investigações devem ser concluídas.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.










