Um desacordo comercial envolvendo a venda de pneus terminou com disparos de arma de fogo, perseguição e prisão em flagrante entre as cidades de Paraguaçu Paulista e Florínea, na manhã desta quinta-feira, 21 de maio.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após a denúncia de que dois homens, de 49 e 45 anos, haviam efetuado disparos de arma de fogo durante uma negociação de pneus em um posto localizado às margens da Avenida Perimetral Deputado Ulisses Guimarães, em Paraguaçu Paulista.
A vítima, de 38 anos, relatou que negociava a venda de seis pneus usados quando os compradores teriam se recusado a realizar o pagamento, alegando possuir um desacordo financeiro com um terceiro envolvido na negociação.
De acordo com o registro policial, após os pneus serem colocados em uma caminhonete Fiat Strada vermelha, um dos suspeitos sacou uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou disparos para o alto, supostamente com o objetivo de intimidar a vítima e deixar o local levando os produtos.
Ainda conforme o boletim, a vítima tentou acompanhar os suspeitos pela rodovia, momento em que novos disparos teriam sido realizados de dentro do veículo. A perseguição só terminou quando o carro da vítima apresentou problemas mecânicos.
Com as informações repassadas pela PM, equipes policiais localizaram os dois irmãos em uma fazenda na zona rural de Florínea, onde ambos trabalhavam no setor administrativo. Durante a abordagem, o homem de 45 anos admitiu ter efetuado os disparos e indicou aos policiais onde a arma estava guardada.
A polícia também apreendeu os seis pneus envolvidos na negociação e uma pistola Taurus calibre 9mm com documentação regular.
Após análise do caso, a Polícia Civil concluiu que não havia elementos suficientes para configurar roubo, entendimento inicialmente apresentado aos investigadores. O homem de 45 anos foi preso em flagrante pelos crimes de disparo de arma de fogo e exercício arbitrário das próprias razões, quando uma pessoa tenta resolver um problema ou cobrar um direito com as próprias mãos, sem procurar a Justiça ou os meios legais.
Já o irmão, de 49 anos, foi liberado após assinar termo de compromisso para comparecimento ao Juizado Especial Criminal, por responder apenas pelo crime de exercício arbitrário das próprias razões, considerado de menor potencial ofensivo.
A arma utilizada foi apreendida e passará por perícia. A Polícia Civil também recolheu vídeos, conversas entre os envolvidos e demais documentos que irão auxiliar na continuidade das investigações.

