Na tarde desta quinta-feira, 21 de maio, o pai da adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, que morreu após ser baleada durante uma festa de peão em Promissão, em agosto de 2024, foi preso em Assis pelos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem foi detido em flagrante enquanto distribuía panfletos pelas ruas da cidade com acusações contra o delegado natural de Assis, V. M., apontado pela família como responsável pelo disparo que atingiu a adolescente. Uma mulher que estava com ele também foi presa.

De acordo com a Polícia Civil, os panfletos continham frases ofensivas contra o delegado, incluindo palavras como “assassino” e “covarde”. Parte do material já havia sido colocada em carros estacionados próximos ao local da abordagem.

Ainda conforme o registro policial, o delegado, que não estava em Assis, teria acionado a polícia após receber mensagens informando sobre a distribuição dos panfletos. Os suspeitos foram encontrados no momento em que entregavam o material, o que caracterizou o flagrante.

Além dos panfletos, os policiais apreenderam celulares dos envolvidos e cerca de 50 exemplares do material distribuído.

A ocorrência foi registrada como crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição. Após a prisão, foi arbitrada fiança de R$ 6.484,00 para cada um dos detidos, que poderão responder ao processo em liberdade caso o valor seja pago.

Após saber da prisão do marido, a mãe de Katrina publicou um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda das autoridades e fez um desabafo. Segundo ela, o pai da adolescente “não agrediu ninguém e não matou ninguém”, afirmando que ele apenas busca justiça pela morte da filha.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Relembre o caso

O episódio ocorreu em 04 de agosto de 2024, durante a tradicional festa do peão de Promissão. De acordo com o boletim de ocorrência, o delegado teria efetuado quatro disparos de arma de fogo ao tentar conter um homem que insistia em entrar no recinto portando bebida alcoólica, o que era proibido pela organização do evento.

Katrina, que estava acompanhada de amigos e pais de colegas, deixou a festa mais cedo e aguardava o pai para ir embora quando foi atingida. Relatos indicam que, enquanto os demais conseguiram se afastar da confusão, ela acabou sendo atingida por um dos tiros disparados e não teve tempo de escapar.

Após o ocorrido, o delegado passou por audiência de custódia, teve liberdade concedida mediante pagamento de fiança equivalente a cerca de 20 salários mínimos e permaneceu respondendo ao processo em liberdade.

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